Bicampeã olímpica abandona ciclismo aos 32 anos para virar enfermeira

 

Fonte:


Uma das maiores ciclistas da história recente da Jogos Olímpicos, Katie Archibald anunciou aposentadoria do ciclismo profissional de pista aos 32 anos. Bicampeã olímpica pela Grã-Bretanha, a escocesa revelou que iniciará uma nova carreira fora do esporte: a enfermagem.

Copa do Mundo: após deixar cargo por doença da filha, Dick Advocaat retorna para liderar Curaçao no Mundial, diz jornal

Copa do Mundo 2026: veja quando cada seleção divulgará a lista dos convocados

Dona de uma trajetória marcada por títulos mundiais e recordes olímpicos, Archibald afirmou que já começou sua formação acadêmica na área médica e que encontrou na nova profissão uma motivação inesperada para encerrar a carreira esportiva.

— Comecei meu primeiro ano de treinamento para ser enfermeira em setembro passado e me apaixonei completamente por tudo isso — declarou.

A ciclista explicou que muitas pessoas imaginaram que a decisão de deixar o esporte estivesse ligada à dificuldade de conciliar os estudos com a rotina de treinos de alto rendimento. Segundo ela, porém, a realidade foi diferente.

— Quero deixar bem claro que a formação em enfermagem não está me forçando a me aposentar. Ao mesmo tempo, essa coisa pela qual estou apaixonada me deixa animada para o futuro, e isso torna essa transição menos assustadora — afirmou.

Archibald também destacou o impacto emocional vivido durante os primeiros estágios hospitalares.

— É uma sensação muito especial ser alguém em quem as pessoas podem confiar quando precisam de ajuda — disse.

A britânica ainda revelou que pretende se afastar da exposição pública que acompanhou sua carreira de atleta profissional.

— Parte dessa confiança é saber que nada sai da sala a menos que as pessoas escolham compartilhar. Por isso, estou ansiosa para me afastar dessa pequena parcela de atenção pública em que estou inserida — comentou.

Natural de Surrey, Archibald entrou para a equipe britânica de ciclismo de pista em 2013. Em poucos anos, tornou-se peça central da geração mais dominante da modalidade.

Nos Jogos Olímpicos do Rio 2016, conquistou o ouro na perseguição por equipes com direito a recorde mundial. Já em Tóquio, durante os Jogos disputados sob restrições da pandemia, voltou ao topo do pódio ao vencer a prova Madison ao lado de Laura Kenny.

Além dos títulos olímpicos, Archibald conquistou sete títulos mundiais e acumulou 51 medalhas em competições olímpicas, mundiais, europeias e da Commonwealth ao longo da carreira.