“Os imortais”, livro de Paulinny Tort que chamou atenção desde o lançamento, em março, conquistou o prêmio da Biblioteca Nacional na categoria romance. Ambientado na Pré-História, num mundo anterior ao pleno desenvolvimento da linguagem, o romance narra a jornada de um clã de neandertais e seus embates com uma menina sapiens que é incorporada ao bando. O segundo e terceiro lugares ficaram com “Masuaki e/ou não deixe os cachorros latirem sozinhos”, de Lourenço Mutarelli, e “Piscinas russas”, de Renata Belmonte.
Homenagem: Lygia Bojunga é escolhida Personalidade Literária do Prêmio Jabuti no ano em que ‘A bolsa amarela’ completa 50 anos 'Hoje, ele estaria na Cracolândia': Leandro Karnal investiga múltiplas interpretações de Jesus em novo livro A Biblioteca Nacional também premiou obras nas seguintes categorias: ensaio social, histórias de tradição oral, histórias em quadrinhos, ilustração, literatura infantil, literatura juvenil, poesia, projeto gráfico e tradução. Os vencedores foram anunciados nesta terça-feira (20).
A biografia de João Guimarães Rosa de autoria de Leonencio Nossa foi premiada na categoria ensaio literário. Já Adélia Prado conquistou o troféu de poesia por “O jardim das oliveiras”, primeiro livro de poemas da mineira de Divinópolis em mais de uma década, lançando no ano passado. As memórias do cacique Raoni Metyktire foram premiadas na categoria histórias de tradição oral. Os prêmios da Biblioteca Nacional contemplam livros publicados por editoras brasileiras de 1º de maio de 2025 a 30 de abril de 2026. Cada um dos 13 vencedores embolsará R$ 30 mil. Confira abaixo todos os premiados: Prêmio Clarice Lispector (Conto) “Recapitulações”, de Maria Valéria Rezende. Editora 34. “Mulheres que amam assombradas”, de Sandra Liss. Editora Litteralux. “A escuridão do ventre”, de Clara Arreguy. Outubro Edições. Prêmio João do Rio (Crônica) “Lugares para chorar no Recife e outros”, de DJ Dolores. Seja Breve Edições. “Só bato em cachorro grande, do meu tamanho ou maior que eu”, de Cidinha da Silva. Editora Rosa dos Tempos. “Não sei se é bom, mas é teu”, de Maria Ribeiro. Editora Record. Prêmio Mário de Andrade (Ensaio literário) “João Guimarães Rosa, biografia”, de Leonencio Nossa. Editora Nova Fronteira. “Exílio como forma: Gonçalves Dias e o dilema brasileiro”, de João Cezar de Castro Rocha. Autêntica Editora. “Crítica insubmissa”, de Beatriz Resende. MapaLab. Prêmio Sérgio Buarque de Holanda (Ensaio social) “Irmãs do Atlântico: escravidão e espaço urbano no Rio de Janeiro e em Havana (1763-1843)”, de Ynaê Lopes dos Santos. Editora Civilização Brasileira. “Olhares ianques: a ditadura brasileira nos arquivos norte-americanos”, de Felipe Loureiro. Grupo Companhia das Letras. “Dicionário de direitos humanos e afins”, de Nei Lopes. Editora Civilização Brasileira. Prêmio Akuli (Histórias de tradição oral) “Memórias do cacique”, de Raoni Metyktire. Grupo Companhia das Letras. “A travessia de N'Koko”, de André Girardo. Editora Iluminuras. “A origem do milho Kurâ - Anji-Itabienly”, de Eric Timóteo Iwyrâkâ Kamikiawa. PeraBook Editora. Prêmio Adolfo Aizen (Histórias em quadrinhos) “Dormindo entre cadáveres”, de Luís Moreira Gonçalves e Felipe Parucci. Comix Zone. “Segue o baile”, de Magô Pool. Veneta. “Água até aqui: histórias de luta, sobrevivência e recomeço na maior tragédia climática do Rio Grande do Sul”, de Pablito Aguiar. Arquipélago Editorial. Prêmio Carybé (Ilustração) “O muiraquitã: uma proteção ancestral”, de Mauricio Negro. PeraBook Editorial. “A árvore solitária”, de Rodrigo Mafra. PeraBook Editorial. “Velho sertão”, de Marcelo Tolentino. Editora Pequena Zahar. Prêmio Sylvia Orthof (Literatura infantil) “Gavião”, de Lulu Lima. Editora Mil Caramiolas. “Eletricista”, de Augusto Massi e Daniel Kondo. Elo Editora. “Velho sertão”, de Fernanda Rios e Marcelo Tolentino. Editora Pequena Zahar. Prêmio Glória Pondé (Literatura juvenil) “U-507”, de Roger Mello. Global Editora. “Ocupado!”, de Paula Fábrio. Editora FTD. “A história dos nossos amores”, de Severino Rodrigues. Editora Globo. Prêmio Alphonsus de Guimaraens (Poesia) “O jardim das oliveiras”, de Adélia Prado. Editora Record. “Boris e Marina”, de Alberto Martins. Grupo Companhia das Letras. “Os mortos”, de Paulo Franchetti. Ateliê Editorial. Prêmio Aloísio Magalhães (Projeto gráfico) “Verena Smit – entre a palavra e a imagem”, de Paulo André Chagas, Gabriela Marques de Castro e Gustavo Marchetti. Editora WMF Martins Fontes. “Arquitetura do estado de trânsito”, de Gabriela Marques de Castro, Gustavo Marchetti e Paulo André Chagas. Editora Machado. “Excelsior”, de Luciana Facchini. Ubu Editora. Prêmio Machado de Assis (Romance) “Os imortais”, de Paulliny Tort. Editora Fósforo. “Masuaki e/ou não deixe os cachorros latirem sozinhos”, de Lourenço Mutarelli. Grupo Companhia das Letras. “Piscinas russas”, de Renata Belmonte. Tusquets Editores. Prêmio Paulo Rónai (Tradução) “Sem despedidas”, de Han Kang. Tradução de Natália T.M. Okabayashi. Todavia. “O contador, a noite e o balaio”, de Patrick Chamoiseau. Tradução de Henrique Provinzano Amaral. Editora 34. “Eurídice e outros poemas”, de Hilda Doolittle. Tradução de Camila de Moura. Círculo de Poemas.
O Globo