Benfica apresenta queixa na Uefa contra Valverde, do Real Madrid, por conduta violenta
Após a Uefa abrir uma investigação contra o atacante Gianluca Prestianni para apurar o caso de racismo contra Vini Jr., o Benfica decidiu apresentar uma queixa na entidade contra o volante Valverde, do Real Madrid, por conduta violenta. O clube português alega que o jogador uruguaio agrediu o lateral Dahl aos 38 minutos do segundo tempo.
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Na visão do Benfica, o jogador do Real Madrid atingiu o lateral sueco com a mão direita no rosto e deveria ter sido expulso. Os dirigentes do clube português consideram que o lance configurou agressão, apesar do árbitro François Letexier não ter marcado falta e também não foi alertado pelo VAR.
O Benfica agora aguarda que o Comitê de Disciplina da UEFA analise o caso e possa agir a tempo do jogo de volta, na próxima quarta-feira, no Santiago Bernabéu. As informações são do jornal A Bola, de Portugal.
A queixa do Benfica acontece em meio a investigação da Uefa para apurar o caso de racismo sofrido pelo atacante Vinicius Junior durante a partida da Liga dos Campeões. Na última quarta-feira, a entidade abriu um processo disciplinar para averigar os insultos proferidos por Gianluca Prestianni, do time português.
Um Inspetor de Ética e Disciplina da Uefa foi nomeado para investigar alegações de comportamento discriminatório durante o jogo da Liga dos Campeões. Em nota, a entidade afirmou que mais informações sobre o assunto serão fornecidas oportunamente.
O Comitê de Ética e Disciplina analisará todas as evidências referentes ao incidente e provavelmente colherá depoimentos dos dois jogadores envolvidos, bem como de quaisquer testemunhas em potencial. Kylian Mbappé, por exemplo, afirmou ter ouvido o jogador do Benfica chamar o brasileiro de macaco cinco vezes.
A denúncia de Vinicius Junior veio logo após marcar no Estádio da Luz. A comemoração, feita na bandeirinha de escanteio próxima à torcida portuguesa, gerou confusão e fez Vini levar cartão amarelo do árbitro francês François Letexier. Depois, ele denunciou que o atacante argentino Gianluca Prestianni o teria chamado de "mono" ("macaco", em espanhol), falando por baixo da camisa.
O árbitro chegou a ativar o protocolo de racismo e paralisar a partida após aviso do brasileiro. O jogo ficou parado por cerca de dez minutos e uma confusão generalizada se desenrolava no gramado entre os times e as comissões técnicas. Vini e outros jogadores do Real Madrid foram hostilizados até o final, em uma partida na qual o futebol saiu de foco.
