Belém: advogado diz que suspeito de agredir homem em situação de rua sofre ‘linchamento virtual’

 

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Humberto Bulhosa, advogado de Altemar Sarmento de Oliveira Filho, de 18 anos, suspeito de agredir um homem em situação de rua com uma arma de choque, afirmou que está sendo feito um “linchamento virtual” com o cliente dele. Altemar se apresentou espontaneamente na Seccional de São Brás (14/4). A defesa informou que o estudante utilizou o direito de permanecer em silêncio.


A imagem em destaque mostra a defesa levando Altemar Sarmento de Oliveira Filho pelas escadas da Seccional de São Brás. (Foto: Carmem Helena | O Liberal)


Em conversa com a imprensa, Bulhosa disse que é preciso que a Polícia Civil comprove a agressão de Altemar à vítima. “Os vídeos e as testemunhas não são suficientes. Estamos ainda em fase de inquérito policial”, disse o advogado ao ser questionado se as filmagens, que circularam nas redes sociais dos momentos das agressões, seriam o bastante para comprovar a conduta de Altemar.


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Humberto reforçou que, das diversas filmagens de Altemar, os vídeos precisam ser periciados pelo Instituto Médico Legal. “O ato foi de uma grande tragédia para a sociedade. (...) Eu acho que está havendo um verdadeiro linchamento virtual de um estado medievo”, declarou.  


Ainda na segunda-feira (13/4), quando o caso ocorreu, a Polícia Militar conduziu Altemar para a mesma unidade policial. No entanto, Boulhosa informou que o cliente usufruiu do direito de ficar calado. Com relação aos próximos passos, o advogado esclareceu que irá aguardar a apuração do inquérito policial para dar seguimento a uma “defesa límpida”, “sem linchamento moral e virtual”. “Nós, a defesa, não somos a favor de qualquer tipo de atentado contra quem quer que seja. Tanto que a própria OAB se manifestou contra o ataque à dignidade humana”, pontuou.


O caso


O episódio ganhou grande repercussão após a circulação de vídeos nas redes sociais que mostram um estudante do Centro Universitário do Estado do Pará agredindo um homem em situação de rua com o uso de um dispositivo de choque, nas proximidades da avenida Alcindo Cacela, no bairro do Umarizal.


As imagens mostram o momento em que a vítima é atingida pelas costas e não reage. Em um dos registros, é possível ouvir risadas ao fundo, o que ampliou a indignação pública.