Becker critica postura de Dodô em ausência de treino e diz que não fará Náutico "sair no prejuízo"

Becker critica postura de Dodô em ausência de treino e diz que não fará Náutico "sair no prejuízo"

Fonte: Bandeira



O presidente do Náutico, Bruno Becker, deixou claro o descontentamento com a postura de Dodô e do staff do atleta após o jogador se ausentar de um treino na semana passada - o meia alegou posteriormente questões de saúde para não participar da atividade.

De acordo com o mandatário alvirrubro, o jogador já tinha sinalizado que desejava sair do Timbu mesmo após os alvirrubros exercerem a cláusula de compra dos direitos econômicos junto ao Coimbra.

Em meio ao imbróglio, o chefe do Executivo deixou claro que os pernambucanos "não sairão no prejuízo" independente do desfecho da história.  


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Crítica


“Dodô tem contrato com o clube e o Náutico exerceu o direito de compra.

Até o momento, não tivemos problema algum com o Coimbra.

A relação entre os clubes está dentro do que a relação institucional pede.

Em relação ao atleta e empresário, nós tivemos ruídos, sim.

Não vou negar ou passar pano.

O Náutico está correto.

Assinamos um contrato que prevê, em caso de proposta, o exercício do direito de compra no valor de R$ 800 mil, no pagamento de cinco parcelas, com a primeira vencendo em fevereiro do ano que vem.

Em nada abala o contrato que o atleta tem no final do ano com o clube.

O Náutico procurou para tratar da renovação, mas a contrapartida que teve foi a ausência no treinamento", iniciou. 


"Não vou entrar no mérito apresentado como justificativa, mas não teve contato dele no dia da ausência.

Ele está integrado, é jogador do clube e não vamos abrir mão dos nossos direitos ou sair no prejuízo por conta de uma atitude de quem quer que seja.

Se acham que vão forçar uma situação para deixar prejuízo na mesa do clube e eles se beneficiarem, estão enganados.

Essa época, se é que houve por aqui, já passou faz tempo”, completou.


Judicialização


Becker também indicou que o atleta chegou a solicitar dispensa de um dos jogos da Série B, o que incomodou os alvirrubros.

O presidente não descarta judicializar a situação caso o jogador não cumpra o contrato.


“Antes do jogo do Juventude, houve uma sinalização muito sutil para o atleta não ir a campo porque estava sem cabeça.

Partiu do próprio jogador.

Ele foi a campo porque tinha contrato.

Posteriormente, veio uma proposta (da Coreia do Sul) e agora no final da semana houve o contato do jurídico do atleta.

Tento diferenciar minha função de presidente com a de advogado, mas quando se coloca jurídico no meio, eu sei que quer se fazer algo que, contratualmente, não é permitido", apontou.


"Está claro que o atleta não quer ficar no Náutico, mas está ainda mais claro que o Náutico não sairá prejudicado.

O clube exigirá o cumprimento de tudo que foi estabelecido contratualmente.

Quem precisa trazer uma solução diferente é o atleta e seu staff.

É simples e direto.

Não vamos liberar um jogador e trazer prejuízo ao clube porque, se acontecer o inverso, o Náutico será criticado.

O jurídico do clube é competente e as providências vão de acordo de como os fatos se mostram.

Se tiver de puxar a corda e judicializar, nós vamos fazer.

Não vou medir esforços para defender o clube”, finalizou.