Bebê 'participa' de conselho da União Europeia: ministra sueca leva filho de 3 meses para reunião
A ministra do Meio Ambiente da Suécia, Romina Pourmokhtari, participou de uma reunião da União Europeia (UE) com seu filho de apenas três meses nos braços. A representante, de 30 anos, chegou eo encontro em Luxemburgo, na última quinta-feira (25), levando Adam em um canguru.
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Em entrevista, a ministra destacou o conciliação do papel no governo e de mãe. Romina estava acompanhada de uma assistente que empurrava o carrinho de bebê. A ação foi vista como um questionamento das convenções sobre maternidade e trabalho.
Um funcionário do Conselho da UE confirmou à Reuters que foi a primeira vez na instituição que um bebê participou de uma reunião de ministros da União Europeia. O encontro trazia discussão sobre políticas de mudança climática, isto num momento em que a Europa enfrenta uma forte onda de calor, com recordes de registro de temperaturas máximas em diversos países e aumento no número de mortos e lotação de hospitais.
— Também me deixa feliz ser um exemplo de que não é preciso escolher entre ser uma ministra presente e uma mãe presente — declarou Romina Pourmokhtari, em entrevista.
— Há muitas coisas que fazem da Europa um lugar maravilhoso para viver. Uma delas é justamente isso: que tenhamos a possibilidade de participar de reuniões e cuidar de um filho — afirmou.
Romina Pourmokhtari era a ministra do governo mais jovem da história da Suécia quando assumiu o cargo, em 2022. Ela acabou de retornar da licença parental. Em uma tentativa de dar assistência às parlamentares, o Parlamento Europeu mudou recentemente seu regulamento interno para conceder às novas mães o direito de votar por procuração.
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A ministra para a Transição Ecológica da Espanha, Sara Aagesen, comemorou nas redes sociais a decisão de Pourmokhtari de levar o "pequeno Adam" às negociações ambientais.
"A melhor ilustração do porquê estamos aqui: trabalhando hoje para deixar um planeta melhor para quem o herdará amanhã", escreveu ao lado de uma foto da mãe e do filho na reunião.
Krzysztof Bolesta, vice-ministro do clima da Polônia, disse à reuters que não teve problema ter um bebê em uma reunião política.
— Acho ótimo — afirmou. — Não é uma desvantagem, é só parte da vida.
Pourmokhtari não é a primeira política a dar visibilidade às dificuldades da maternidade.
Em 2018, a então primeira-ministra da Nova Zelândia, Jacinda Ardern, recebeu elogios por levar sua filha de três meses, Neve, à Assembleia Geral da ONU, na primeira aparição de um bebê na história da organização.
Ardern continua sendo a segunda chefe do governo que deu à luz enquanto estava no cargo, depois da paquistanesa Benazir Bhutto, em 1990.
Na Suécia, as políticas de licença parental permitem que os pais recebam cerca de 16 meses de licença remunerada no total, dos quais 90 dias são reservados para cada pai individualmente e não podem ser transferidos para o outro. A verba para esse período tem como fonte os impostos no país.
(Com AFP e Reuters)
