O Banco Central passará a divulgar, mensalmente, indicadores de reajustes salariais construídos com base nas convenções coletivas de trabalho. Serão quatro grupos de indicadores, construídos a partir das convenções coletivas de trabalho registradas no sistema Mediador do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE): reajuste nominal, reajuste real, participação das convenções com reajustes inferiores, iguais ou superiores à inflação, e número de convenções utilizadas no cálculo. Em boxe que acompanha o Relatório de Política Monetária, o BC explica que os dados ajudarão a compreender a dinâmica do mercado de trabalho e sua relação com a inflação e serão analisados em conjunto com outras informações sobre rendimento, como a Pnad Contínua e o Caged. Os dados analisados até aqui mostram "elevada aderência entre os reajustes nominais e a inflação passada e indicam predominância de ganhos salariais reais em momentos de taxa de desocupação baixa", nota o boxe.
A análise sobre a distribuição dos reajustes em relação ao INPC mostra ainda que os períodos de maior concentração de reajustes acima da inflação e de maior reajuste real médio foram observados entre 2012 e 2014 e a partir de 2023. Em relação à composição setorial, os indicadores do BC mostram que os reajustes têm trajetórias semelhantes, com alguns setores se destacando ocasionalmente. Em 2025, a construção civil e a agropecuária exibiam reajustes acima dos demais setores. Em 2026, apenas a agropecuária permanece acima dos demais. Sede do Banco Central (BC) em Brasília Arthur Menescal/Bloomberg
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