BC mantém juros básicos em 15% ao ano e sinaliza corte na Selic em março

 

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Na primeira reunião do ano, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu nesta quarta-feira manter a Selic em 15% ao ano. Foi a quinta vez consecutiva em que o BC optou pela estabilidade da taxa, o que já era esperado pelo mercado. No comunicado, a autoridade monetária sinalizou corte de juros no próximo encontro, em março.

"O Comitê antevê, em se confirmando o cenário esperado, iniciar a flexibilização da política monetária em sua próxima reunião, porém reforça que manterá a restrição adequada para assegurar a convergência da inflação à meta", diz o texto. A decisão foi unânime.

O Copom disse ainda que o compromisso com a meta impõe serenidade quanto ao ritmo e à magnitude do ciclo de juros, "que dependerão da evolução de fatores que permitam maior confiança no atingimento da meta para a inflação no horizonte relevante para a condução da política monetária".

A manutenção da taxa de juros era esperada pelo mercado, que aguardava também uma sinalização sobre os próximos passos.

Segundo a última pesquisa Focus do BC, os bancos reduziram a estimativa para o IPCA por três vezes consecutivas para 4% em 2026. A projeção para 2027 também vem caindo e está em 3,80%. Apesar disso, a autoridade monetária ainda enxerga riscos para a inflação no horizonte.

A Selic é o principal mecanismo do BC para controlar a inflação porque influencia nos juros cobrados de pessoas físicas e empresas. O BC persegue uma meta de inflação de 3% com intervalo de tolerância de menos 1,50 ponto percentual e mais 1,50 ponto percentual. Ou seja, de 1,50% a 4,50%.

O Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos, manteve, neta quarta-feira, a taxa de juros do país inalterada na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano — menor nível desde setembro de 2022. A decisão veio em linha com a expectativa do mercado financeiro e interrompe um ciclo de três cortes consecutivos promovidos pelo banco central americano.