Batuque com sotaque: o que atrai cada vez mais estrangeiros a planejar passar carnaval dos sonhos no Rio
Eles atravessaram oceanos atrás da sensação que apenas os desfiles da Sapucaí e os blocos de rua tradicionais da Cidade Maravilhosa podem proporcionar. Mas, ainda que com o mesmo objetivo, o caminho que trouxe cada turista internacional até o Rio de Janeiro varia caso a caso. Os motivos pela escolha vão desde a indicação de amigos até a promessa de uma experiência festiva que não cabe em foto, com música ao vivo e fantasias de encher os olhos. A equipe do GLOBO foi às ruas neste fim de semana para entender o contraste entre a expectativa e a realidade destes visitantes, que vieram do norte ao sul do planeta para a folia carioca.
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Não é de hoje que o carnaval carioca tornou-se destino preferencial de turistas estrangeiros. A percepção é compartilhada por foliões neste ano, e a frase “caramba, tem muito gringo aqui” ecoou em diversos blocos pela cidade. Morador de Berlim, o alemão Roman Ott, de 26 anos, visita o Rio pela primeira vez e conhecia a festa carioca principalmente pela televisão. Ele escolheu o bloco Piranhas Perdidas, na Prainha da Glória, para cair na folia com o namorado brasileiro, que também vive na capital alemã, e mais dois amigos conterrâneos.
Roman Ott, 26, (dir.) e o namorado brasileiro no bloco Piranhas Perdidas
Sophia Lyrio
— Eu assistia ao carnaval do Rio na TV porque minha mãe gostava. As imagens mostravam pessoas bonitas, com fantasias muito elaboradas. Mas, estar aqui, bem de perto, é completamente diferente — explica Ott, que não esconde a vontade de voltar à cidade nos próximos anos. — É mais intenso do que eu esperava: mais pessoas, barulho e cores. É tudo muito aberto, cheio de afeto.
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O alemão afirma que a cultura do carnaval também existe na Alemanha, mas de forma diferente. O turista entende que a festa brasileira é mais “ligada à cultura e até à política”.
Já o que trouxe o belga Jim Hendrickx, de 21 anos, ao Rio foi a recomendação de amigos que fazem voluntariado no Morro do Vidigal, onde lecionam aulas de inglês para crianças. Entre as metas dele para a folia carioca estão sambar, flertar e beber.
O belga Jim Hendrickx, de 21 anos, veio para o carnaval esperando sambar, beber e flertar.
Ana Clara Veloso
— Desde pequeno, escuto falar do carnaval no Rio e que todos se fantasiavam. Ouvi de conhecidos e nos filmes. Me encantava. Então vim com as expectativas muito altas, mas foram superadas. Não fazem isso na Bélgica. É coisa única do Brasil, eu acho. Pois já vivi na Argentina, que é perto, e não há nada assim também — disse o belga.
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O primeiro destino carnavalesco foi o Bloco da Favorita, que desfilou no Circuito Preta Gil, no Centro, no início do mês, e a festa foi aprovada. Apesar de admitir ter observado defeitos no funcionamento de serviços, o turista ressalta que a receptividade carioca ajuda a favorecer a imagem da folia, que deixará saudades quando voltar para o país natal.
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— Estou hospedado no Vidigal e é muito tranquilo. Não se pode roubar lá. Tenho meu celular aqui no bloco e me sinto seguro. Cada cidade funciona de um jeito e tem coisas a melhorar. Mas acho que o Rio é a melhor do mundo. Já fui para países da Europa, África, Ásia, América e aqui é diferente — afirma.
Novos amigos
Os caminhos dos turcos Batuhan Muslu, de 28 anos, e Ceren Durmakos, de 34 anos, se cruzaram em um hostel em Ipanema, onde estão hospedados. Embora compartilhem os países de origem, os agora parceiros de folia tinham o Rio na lista de destinos há um bom tempo e optaram pela folia no Bloco Céu na Terra, em Santa Teresa, por indicação da recepcionista do local.
Os turcos Batuhan Muslu (segundo à esquerda) e Ceren Durmakos (última à direita) no bloco Céu na Terra
Roberto Malfacini
— Desde criança, eu e meus irmãos sonhamos em conhecer o carnaval do Rio. Víamos matérias jornalísticas mostrando os desfiles das escolas de samba e os carnavais de rua e sempre falamos: “caramba, precisamos viver isso” — disse Muslu, que hoje viaja pelo mundo e define os preços na cidade como “perfeitos”.
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Já Durmakos tem uma avaliação diferente sobre os preços, destacando que os valores variam muito de bairro para bairro. A turca afirma que, em Copacabana, as coisas são “superbaratas”, mas “basta atravessar para Ipanema que parece dobrar o valor”. A turista afirma estar se divertindo muito nos blocos, mas ficou decepcionada com a estrutura da folia.
— Tive momentos em que fiquei sem ar e perguntei: “Olá, onde fica a saída?”, e as pessoas diziam: “amor, está doida? Não tem saída”. Acho que seria ótimo ter rotas de emergência para sobreviver nesse calor — sugere.
Conselhos de amigos
A alemã Emma Scherb ouviu tanto que "precisa conhecer o carnaval do Rio" de amigos brasileiros residentes de Berlim que resolveu voar por mais de 14 horas para aproveitar a folia carioca neste ano. Até aqui, as expectativas vêm sendo cumpridas.
A alemã Emma Scherb (à esq.) veio com uma amiga de Berlim curtir o carnaval carioca
Amanda Rosa
— Eu estou no Rio há três dias e já gostei muito. Fui a bares e blocos e pude me divertir muito. A próxima meta é conhecer os blocos maiores da cidade — contou a estudante de 26 anos enquanto aguardava o começo do bloco Rebarbas, em Botafogo, na Zona Sul.
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No mesmo bloco estava a francesa Louise Hoyeau, de 27 anos. A turista veio visitar os principais pontos turísticos do Brasil com amigos conterrâneos, que a alertaram sobre o carnaval carioca ser uma parada obrigatória para o grupo. A programação deles no Rio é feita com base em pesquisas na internet.
Louise e seus amigos, todos da França, querem conhecer o Brasil e viram carnaval carioca como parada obrigatória
Amanda Rosa
— Nós estamos achando os blocos em aplicativos e sites que indicam os cortejos. E um dos meus amigos estudou com uma garota do Rio, então nós nos encontramos e ela deu indicações também — explicou a francesa.
Desbravando as ruas do Rio
As irmãs Brunella, 36, e Arlette, 35, vieram diretamente de Malta para o Brasil, mas o carnaval delas começou há algumas semanas em Salvador. Elas chegaram no Rio há poucos dias e contaram ao GLOBO que não tem ninguém as guiando pela cidade.
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— Ouvimos falar da maior festa do mundo pela internet e viemos! Se pudéssemos frequentar blocos no Rio todo dia nós viríamos, na verdade. Apenas o ChatGPT está nos ajudando com os roteiros e dicas do que fazer pela cidade — afirma Brunella.
Arlette, 35, profissional de TI; Charlie, 60, pai das turistas e aposentado; e Brunella, 36, contadora, vieram de Malta para curtir o carnaval do Brasil
Patrick Chaia
A celebração de 30 anos do Cordão do foi o primeiro bloco delas por aqui e, quando perguntadas sobre o carregavam sobre as pochetes, disseram que traziam apenas o básico.
— Não andamos com spray de pimenta, nem nada mais elaborado; apenas protetor solar nas pochetes. Fomos avisadas sobre as questões de segurança, mas até aqui não presenciamos nenhuma situação de assalto por aqui — conta Arlette.
As turistas, que estavam acompanhadas do pai, disseram se arrepender apenas de uma coisa:
— Nos hospedamos em Copacabana e, disso, nos arrependemos um pouco. Gostamos bastante do Centro da cidade e dos blocos por aqui e o hotel fica um pouco distante — destaca Brunella.
Melhor carnaval do mundo
As inglesas Ruby e Ava estão fazendo uma viagem na América do Sul e resolveram curtir o carnaval no Rio porque ouviram falar que era o melhor do mundo.
— Nós queríamos estar no Rio durante o carnaval porque sentimos que era algo que não podemos perder— disse Ruby, que também foi com a amiga para Paraty e Ilha Grande.
Ruby e Ava descansando no Aterro do Flamengo
Lívia Mendes
Questionadas pela segurança, as amigas falaram que estão se sentindo seguras, o que contrariou as expectativas da dupla. Além disso, se surpreenderam com os horários e fluxo dos blocos.
— Eu pensei que seria mais assustador, mas estamos nos sentindo bem seguras— afirmou Ruby. — Não esperava que os blocos andassem e eu pensei que eles eram de noite, mas é muito cedo.
A beleza e o carisma carioca
A compositora britânica Jody Wells decidiu celebrar a chegada dos 30 anos e a primeira viagem ao Brasil aproveitando o carnaval do Rio, no bloco Boi Tolo. Moradora de Londres, ela conta que desde pequena conhecia o Carnaval brasileiro por meio de filmes e reportagens, especialmente o carioca, e aproveitou uma melhora recente no salário para realizar a viagem ao lado do namorado e de amigos.
— Amigos meus que estiveram no Brasil me falaram sobre a beleza daqui e como as pessoas são legais, e me indicaram muitas vezes vir ao Rio e a Florianópolis — contou.
Jody Wells (a direita), de 30 anos, veio com o namorado e os amigos para o carnaval do Rio celebrar o novo ano.
Roberto Malfacini Jr.
Amante de viagens, a britânica afirma que já colocou o Brasil na lista de destinos para retornar antes mesmo de ir embora e pretende recomendar o país a amigos:
— Ontem mesmo comentei como é estranho já ter viajado várias vezes para cidades da África do Sul ou da Índia e nunca ter vindo ao Brasil. Vou voltar com certeza e trazer mais amigos.
Questionada sobre a expectativa em relação ao Carnaval do Rio, Jody afirmou que a experiência correspondeu em grande parte ao que imaginava. Segundo ela, a festa confirma a fama, mas também revela desafios.
— Tudo o que me contaram sobre a festa é verdade. As pessoas são maravilhosas e os blocos muito divertidos. É claro que vemos muitas reportagens criticando a segurança daqui e isso realmente deixa a desejar, mas não é tão diferente de outros lugares do mundo. Acho que basta não ser tonto e pesquisar antes para ficar mais preparado — afirmou.
Em relação aos preços, Jody diz não ter enfrentado grandes dificuldades, já que a libra é mais valorizada que o real, mas percebe algumas distorções.
— Acho curioso o fato de uma água custar caro, enquanto uma caipirinha tem um preço mais justo. Mas faz sentido, já que a festa é de graça e dá para gastar com outras coisas — disse.
'É a melhor cidade do mundo'
O trio de amigos portugueses Bruna Veiga, Rafael Santos e Nuno Nogueira, ambos de 29 anos, aproveitou o sábado de folia no bloco Amigos da Onça, no Aterro do Flamengo, e se encantou com a energia da festa carioca.
Rafael Santos, Bruna Veiga e Nuno Nogueira curtiam da areia o bloco Amigos da Onça no sábado
Lívia Mendes
Rafael está na cidade pela segunda vez para o carnaval e conta que antes não gostava da festa, mas que mudou sua opinião após curtir a folia no Rio.
— Eu adorei da primeira vez. Senti que existe uma liberdade muito grande aqui e tive vontade de voltar para viver tudo isso novamente. A forma como as pessoas se entregam, a abertura e a alegria são coisas que não encontramos em Portugal nem no resto da Europa— disse.
Já Nuno, que participa da folia pela primeira vez, revelou que tinha uma imagem diferente do evento antes de chegar.
— Eu imaginava que fosse uma confusão total, mas é uma confusão organizada. Todo mundo está no mesmo espírito, na mesma vibe. E é muito mais seguro do que eu esperava. É a melhor cidade do mundo, é incrível— afirmou.
Bruna, que mora em Lisboa, também curte o Carnaval do Rio pela primeira vez e conta que o desejo de conhecer a festa já era antigo.
— Eu já queria vir há muito tempo, principalmente por causa do calor, da cultura, da música e da dança. Já tinha ido a alguns blocos brasileiros em Lisboa, então imaginava um pouco do estilo dos blocos de rua— contou.
Fuga do inverno europeu
Fugindo do inverno europeu, o alemão Pierre Renée, de 30 anos, escolheu o Rio como destino certo para viver o carnaval. Em sua primeira viagem à América do Sul, ele passou por Chile e Argentina antes de chegar à capital fluminense, onde desembarcou sem muitos planos — com exceção da festa. O bloco escolhido por ele e pelo amigo Guilherme Theil, de 22 anos, foi o Carmelitas, nas ladeiras de Santa Teresa.
O alemão Pierre Renée curte o Carmelitas acompanhado de Guilherme Theil
Lívia Nani / Agência O Globo
— Eu não tinha planos, exceto o Rio de Janeiro. Meu único plano era vir ao carnaval do Rio. Vejo o carnaval no noticiário alemão. Dizem que é uma loucura, uma festa enorme, que você precisa ir pelo menos uma vez na vida — conta.
Mesmo ainda no início da programação, afirma que a experiência já o conquistou. Além de ter sido abraçado pela folia, elogia os preços e o clima, mesmo pingando de suor. Sobre voltar no próximo ano, não descarta a ideia:
— As pessoas são muito legais, os preços são melhores do que na Argentina ou no Chile, o tempo está ótimo. Eu adoro. Na Alemanha agora é inverno, aqui está calor e as pessoas estão felizes na rua. Então, por que não?
No mesmo bloco, o russo Enrique Cherniki, de 27 anos, estava sozinho e escolheu a cidade movido principalmente pelo carnaval. Ele chegou no Rio uma semana antes da folia e pretende ficar até o fim de fevereiro. Sem beber, está disposto a se entregar à diversão.
O russo Enrique Cherniki veio para o Rio sozinho para curtir o carnaval
Lívia Nani / Agência O Globo
— Carnaval é a razão número um. Tudo chama atenção. Os costumes, as pessoas, a cultura, a vibe. Eu não bebo, mas acho que vou começar — brinca.
Cauteloso, preferiu deixar o celular no hotel durante os blocos. Além da folia de rua, Enrique também garantiu ingresso para o Sambódromo, para assistir os desfiles do Grupo Especial.
Pela terceira vez no Rio, a francesa Constance, que está na cidade há três semanas, voltou especialmente para viver o carnaval ao lado de amigos da França. Com estreia da folia no Carmelitas, o grupo fica até 24 de fevereiro e já se organiza para aproveitar a folia todos os dias.
— O Rio é uma experiência formidável. Voltamos porque queríamos muito passar o Carnaval juntos — afirmou.
A francesa Constance Rouzaud (com biquíni azul) e seus amigos franceses no carnaval do Rio
Lívia Nani / Agência O Globo
Com passagem anterior pela cidade, ela contou que já trabalhou em uma pousada na Favela da Babilônia e mantém amizades no Brasil. Encantada com o clima da festa, Constance destacou o ambiente e a diversidade como os principais atrativos.
— Eu adoro o ambiente do Rio, as pessoas, a música, o samba, o funk e a caipirinha — contou.
Para se localizar entre os blocos, o grupo recorre a indicações de amigos e a páginas nas redes sociais. Entre as surpresas do carnaval, ela destacou a liberdade. A única ressalva foi a insegurança.
— Todo mundo está junto para celebrar a música e o amor. É bonito ver as pessoas à vontade. Não gostei dos ladrões, por causa do telefone — afirmou.
Direto de Portugal para o Rio pelo segundo ano consecutivo, a portuguesa Sara Franco reuniu as amigas para repetir, e ampliar, a experiência no carnaval carioca. Se no ano passado o grupo veio com três pessoas, desta vez são sete.
Amigas portuguesas curtem o carnaval no Rio pelo segundo ano consecutivo
Lívia Nani / Agência O Globo
— Viemos no ano passado para o Carnaval e para conhecer o Rio. Gostamos tanto que decidimos vir de novo. E as nossas amigas gostaram tanto do que contamos que também vieram — explicou.
Fãs dos blocos de rua, elas chegaram ao Rio na segunda-feira à noite e ficam até o sábado seguinte ao carnaval. Para se organizarem, baixaram o aplicativo de blocos e também estão sendo guiadas por amigos brasileiros. Entre os cortejos escolhidos estão o Carmelitas, que já conheciam da edição passada, além de Amigos da Onça e Amor Líquido. Para entrar no clima, o grupo apostou em fantasias combinadas, com direito a garimpo no Saara.
— O Carmelitas foi o segundo bloco que viemos no ano passado. Gostamos muito da vibe e este ano tivemos que apresentar a elas — contou Sara. — Fomos ao Saara porque soubemos que tinha muitas coisas. Vimos as tiaras, todas gostamos e aí veio a ideia. Algumas colaram bolas nos biquínis e nos Amigos da Onça vamos de oncinha, claro.
Folia pela manhã surpreende
O finlandês Lauri Lahdeaho veio curtir o carnaval carioca pela primeira vez, acompanhado de amigos brasileiros. O que mais o impressionou, segundo ele, foi o tamanho da festa e os horários dos blocos. Com muita disposição, encara a folia às 5h da manhã nos blocos de rua, como o Ulaláô.
O finlandês Lauri Lahdeaho (no centro) com os amigos brasileiros
Letícia Guimarães
— No meu país, começamos mais tarde; se vamos festejar, é sempre no fim do dia. Fiquei impressionado com os blocos que começam às 5h da manhã ou até antes. É uma maravilha acordar com a rua cheia — contou.
Também no Ulaláô, o francês Thibault Beud, que está pulando o carnaval carioca pela primeira vez, destaca a importância de receber dicas de locais para aproveitar a festa.
— Tenho uma amiga que mora no Rio há três anos. Foi ela que me incentivou a vir para a cidade e me alertou sobre o uso da doleira por dentro da roupa — conta.
Os franceses Thibault Beud e o amigo Noe Jehan no bloco Ulaláô
Letícia Guimarães
Encantado com a folia, ele afirma estar apaixonado pelo carnaval do Rio, mas ficou frustrado por não ter conseguido garantir ingresso para o Sambódromo, nem nos dias da Série Ouro nem do Grupo Especial. O planejamento ficou para o ano que vem.
Decidida a ficar
No mesmo bloco, a alemã Laura Salm, de 36 anos, curte o carnaval pelo sexto ano consecutivo. Ela ama tanto a cidade que, desta vez, está decidida a ficar.
— Já estou buscando um apartamento para morar. Desde a primeira vez que vim me apaixonei pela cidade e pelo carnaval. Sou empresária e posso trabalhar de onde for, então tomei minha decisão — contou.
A alemã Laura Salm e o italiano Michele Andruszkiewicz, no bloco Ulaláô
Letícia Guimarães
O italiano Michele Andruszkiewicz decidiu celebrar antecipadamente a chegada dos 40 anos pulando o carnaval carioca. Convencido pela amiga Laura, ele se jogou na folia, mas sem abrir mão de conhecer a cidade.
— Eu amo os blocos, mas, para mim, é importante manter um equilíbrio entre eles e as outras aventuras do Rio. Quero aproveitar as belezas naturais daqui também — afirmou.
*Estagiários sob supervisão de Leila Youssef
