Bateria da Viradouro em carro: preparativo contou com engenheiro, cálculo de peso e 15 ensaios; saiba detalhes

 

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Depois de Mestre Ciça desfilar na comissão de frente, a outra grande surpresa da Unidos do Viradouro para o desfile de 2026 — que tem o músico como enredo — foi colocar a bateria para desfilar sobre um carro alegórico, repetindo o feito de 2007, quando, por ideia do homenageado, os ritmistas subiram e desceram de um carro alegórico em plena Avenida. Desta vez, houve uma releitura. Ao contrário de 19 anos atrás, a bateria passou todo o desfile sobre a alegoria, além de ser acompanhada pela rainha de bateria Juliana Paes, de toda a equipe de som da escola — incluindo o intérprete Wander Pires —, diretores e os dirigentes da agremiação, Marcelo e Marcelinho Calil. Ao todo, foram 301 pessoas, incluindo Ciça (que correu para desfilar pela segunda vez na mesma escola), sobre a alegoria.

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Segundo o carnavalesco Tarcísio Zanon, desde que o enredo foi anunciado, houve um clamor para que ele reeditasse a subida no carro. Então, atendeu, convencendo até Ciça, que já havia declarado em entrevista que nunca mais iria refazer o ato. Ao todo, foram 15 ensaios: 14 na Cidade do Samba — enfrentando, inclusive, noites de temporal —, além de um por toda uma madrugada no Sambódromo.

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Fabiano Rocha

Para formar a alegoria, foram sendo usados um chassi de caminhão-cegonha — que tem eixos mais espaçados e dão mais estabilidade que carros comuns — e outro de ônibus que, juntos, formaram um palco de 25 metros de comprimento (tamanho equivalente ao dos recuos de bateria). No total, foi um chassi a menos, já que, em 2007, o regulamento ainda permitia um acoplamento de três carros.

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Depois do carro (o último do desfile) entrar no Setor 1 vazio, todos os componentes subiram na alegoria na altura do primeiro recuo carro do desfile, descendo só após ultrapassar a linha de “fim”, aos 79 minutos, dentro do tempo permitido pelo regulamento, que é de 1h20, no máximo.

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Um engenheiro especializado em peso fez os cálculos para que o projeto desse certo. Ciça, por sua vez, fez ponderações: pediu um piso antiderrapante que não abafasse o som. Por isso, o carnavalesco Tarcísio Zanon desistiu de usar carpete e aderiu ao tecido algodãozinho.

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Ritmistas veteranos contaram ainda que, há 19 anos, Ciça foi um “herói”. Na ocasião, o carro ficava acima das caixas de som e, com isso, o mestre regeu a bateria sem retorno. Desta vez, o veículo foi pensado numa altura que permita ao mestre dos mestres desfilar com todos os recursos disponíveis numa apresentação normal.

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