Bastidores: Saída de Alef Manga do Remo é marcada por desgaste e briga no vestiário

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A saída de Alef Manga do Remo foi resultado de um desgaste que já vinha se acumulando nos bastidores do clube. O desempenho do atacante na derrota por 2 a 1 para o Santos, no último sábado (19), pelo Campeonato Brasileiro, teria sido a gota d’água para uma relação que já estava estremecida com jogadores e membros da diretoria.

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As informações foram reveladas pelo jornalista Rodolfo Sousa no Liberal+ Esportes 1ª edição desta terça-feira (22). Segundo ele, Manga era visto internamente como um jogador desrespeitoso com companheiros de elenco e dirigentes. Por esse motivo, a rescisão do contrato ocorreu de forma unilateral pelo Remo, sem um acordo entre as partes.

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“O Remo vai pagar tudo o que deve ao jogador, mas não quer mais que ele jogue pelo clube. Ele está proibido de entrar em qualquer dependência do Remo”, explicou.

Cobranças no jogo contra o Santos

 Atacante abandonou uma jogada de contra-ataque e foi cobrado (Thiago Gomes / O Liberal)

O episódio que acelerou a saída de Manga aconteceu durante o segundo tempo da partida contra o Santos, no Mangueirão. Segundo Rodolfo, o atacante abandonou uma jogada de contra-ataque e foi cobrado pelo técnico Thiago Carpini e pelo capitão Marllon.

O zagueiro chegou a discutir com Manga ainda no gramado. Depois da partida, a situação ganhou novos contornos no vestiário.

Os volantes Zé Welison e Tchamba também questionaram o atacante sobre a atitude. Houve uma discussão entre os jogadores, mas, segundo Rodolfo, não ocorreu agressão física. O presidente do clube, Tonhão, precisou intervir para conter os ânimos.

A partida contra o Santos terminou com vitória da equipe paulista por 2 a 1, resultado que manteve o Remo na vice-lanterna da Série A, com 23 pontos.

Desgaste com outros jogadores

Ainda segundo Rodolfo Sousa, o episódio com Marllon não foi isolado. Manga também teria rompido a relação com Jajá, uma das principais referências técnicas do Remo na campanha da Série A.

“Manga e Jajá também não se falam. A questão entre os dois começou a partir disso [abandono de jogadas], porque o Manga queria ser o herói o tempo todo”, afirmou o jornalista.

Rodolfo também relatou que a diretoria azulina passou a trabalhar com a ideia de afastar jogadores considerados prejudiciais ao ambiente do elenco. A avaliação interna seria de que o grupo ainda tem condições de lutar contra o rebaixamento e precisa estar concentrado na reta final da competição.

Histórico no Avaí

Manga foi afastado do elenco do clube catarinense após atitudes que desagradaram à diretoria e à comissão técnico (Leandro Boeira/Avaí F.C.)

O período de Manga no Remo também é marcado por um histórico recente de episódios disciplinares. Antes de chegar ao clube azulino, o atacante defendeu o Avaí na Série B de 2025.

Em setembro daquele ano, Manga foi afastado do elenco do clube catarinense após atitudes que desagradaram à diretoria e à comissão técnica. Segundo relato do jornalista Paulo Henrique Freitas, do ge, o comportamento do jogador não estaria alinhado ao momento vivido pelo time.

Números pelo Remo

Alef Manga disputou 34 partidas oficiais pelo Remo em 2026 e marcou seis gols. O atacante também teve participação relevante no início da campanha azulina na Série A.

Em maio, após 15 rodadas do Brasileirão, Manga liderava o Remo em participações em gols, com quatro gols e três assistências. O desempenho, porém, caiu ao longo dos meses, e o jogador perdeu espaço entre os titulares.

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