Bastidores: Filipe Luís não tinha mais respaldo da cúpula do futebol e de parte do elenco antes de goleada
A demissão de Filipe Luís mesmo após a goleada sobre o Madureira por 8 a 0 se deu pela falta de respaldo da cúpula do clube, especialmente o presidente Bap, e também parte do elenco.
Os dias de crise no Flamengo que se sucederam à perda dos títulos da Supercopa e da Recopa fizeram o técnico ver aumentar a pressão externa, dentro do clube e entre os jogadores.
O diretor José Boto era devoto da continuidade sem traumas para que a equipe se recuperasse do início de ano ruim, mas cedeu à pressão de Bap.
A ruptura era esperada se houvesse um movimento de cima para baixo do presidente do Flamengo, que acabou acontecendo. Bap não transmitiu a Filipe ainda a sensação de que o técnico será bancado a qualquer custo depois da renovação milionária e do início de 2026 decepcionante.
Não havia certeza no departamento de futebol se Filipe passaria de uma eventual derrota na final do Campeonato Carioca contra o Fluminense. Acabou que a diretoria preferiu se antecipar.
Com conversas com o português Leonardo Jardim em andamento, Bap pediu que José Boto comunicasse a Filipe Luís a sua saída na noite desta segunda-feira, após o jogo no Maracanã.
Também já existia o diagnóstico de pontos de insatisfação no elenco em função das escolhas do treinador e a predileção por jogadores que não estariam tão comprometidos no dia a dia. Por isso, o Flamengo emitiu uma nota com recado velado para o elenco.
