Bará em 'Coração acelerado', Evaldo Macarrão confidencia: ‘Amor importa! Sinto falta de ter alguém para me afagar’
Assim como Agildo Bará, Evaldo Marcarrão não vê a hora para que seu coração fique acelerado, por viver um amor correspondido. Ator e personagem da novela das sete da TV Globo são baianos e migraram para outras regiões do país (Sudeste e Centro-Oeste, respectivamente) a fim de se dedicarem ao trabalho, mas têm se sentido carentes...
‘Coração acelerado’: após beijo ardente, Zilá pede que romance com Ronei fique em segredo
Erasmo Carlos, Pelé, Zagallo e mais famosos seguem com partilhas das heranças em aberto
Nicolas Prattes celebra sucesso de vilão e relembra apoio de Adriana Esteves em fase crítica: 'Reconheci meu valor'
João Diamante estreia como apresentador de TV, apoiando talentos da periferia: 'Favela não é carência, é potência'
— Eu me vejo muito no Bará, que é um ser sozinho. Ele foi para Goiás trabalhar com música, ser um assistente, um agitador cultural, e eu vim pro Rio atuar e conseguir o meu sustento, dar dignidade à minha família. Acontece que nem só de trabalho vive o ser humano. Amor importa muito! Às vezes, sinto falta de ter alguém para me afagar. Tenho muitos amigos e sou feliz com a rede que venho conquistando. Mas o coração quer consolo. Estou aí em busca do meu acalanto — confidencia o ator de 35 anos, pai de Júlia, de 7, que mora com a avó paterna em Salvador.
Ronei (Thomás Aquino) e Bará (Evaldo Macarrão) em "Coração acelerado": relação abusiva
Reprodução/TV Globo
Faz-tudo de Ronei (Thomás Aquino), com quem experimenta uma relação patrão-empregado por vezes abusiva, Bará nutre uma paixão platônica por Naiane (Isabelle Drummond), sendo totalmente ignorado pela mimada influenciadora. Em casa, o ator entrega que leva bronca de dona Ana Maria, sua mãe, para ter mais amor-próprio em cena.
— Ela fica louca! Ao mesmo tempo que briga com Naiane pela TV, querendo que ela dê bola para Bará, vem pra cima de mim: “Por que você ainda fica paquerando ela, que nem olha para você, se nem sabe da sua existência?”. Eu brinco: “Ela sabe, sim, mamãe... Só está fazendo charme, focada no João Raul (Filipe Bragança) agora. Deixa ela no tempo dela...” — detalha Macarrão, que acredita que seu personagem ainda vai se dar bem no amor: — Acho que ele vai encontrar alguém para ficar mais sossegado. Torço por isso.
Bará participa de seleção para dançar com Naiane
Em breve, Bará vai acabar dançando, literalmente, por causa de Naiane. É que a noiva de João Raul convoca uma audição para selecionar dançarinos a se apresentarem com ela no corpo de baile do show do Mozão do Brasil, no Festival Canta Centro-Oeste. Bará se interessa pela oportunidade e providencia a receita de um chá milagroso, que o deixa todo malemolente.
— Ele se candidata à vaga de dançarino para ficar perto de sua musa Naiane, é claro, mas também para ser visto, aclamado. Bará quer contar a própria história. Eu sempre achei que ele tinha uma veia artística... Se todos ali se destacam na música sertaneja cantando, ele vai chamar atenção de outra forma, dançando.
Bará (Evaldo Macarrão) dança com Naiane (Isabelle Drummond) em "Coração acelerado"
Rede Globo/Divulgação
Como bom baiano, Evaldo Macarrão tem o molho. E garante que não sentiu dificuldade em entrar na dança durante as gravações.
— Meu gingado vem da minha ancestralidade. Cresci numa família festeira, fiz capoeira, frequento o candomblé, participei do Bando de Teatro Olodum... Sou um corpo naturalmente dançante — explica.
‘Minha Nobreza’
“Completei 18 anos de carreira e entendi o real tamanho dos personagens. Bará era um coadjuvante, subordinado a Ronei e a João Raul. Mas encontrei a beleza dele e o tornei um acontecimento: saio nas ruas e não sou mais Macarrão, agora sou Bará ou Minha Nobreza (como o assistente chama o chefe na novela)”, conta o baiano, satisfeito com a boa repercussão.
O ator Evaldo Macarrão com a mãe, Ana Maria, e a filha, Júlia
Reprodução de Instagram
Ator faz sua primeira novela inteira
“Esta é a minha primeira novela inteira. Antes, fiz duas pela metade (em 2024): a primeira fase de ‘Renascer’ ( em que viveu Jupará) e a segunda de ‘No Rancho Fundo’ (em que interpretou Tôim). Então, estou achando tudo encantador. Ainda mais por ser uma trama musical, que dá um frescor”, elogia Macarrão.
Novela como alimento para a alma
“Tenho origem pobre. Nunca passei fome, mas as coisas sempre foram muito difíceis lá em casa. Às vezes, a gente não tinha as três refeições certinhas à mesa, mas tinha a novela para alimentar, para fazer um carinho. Essa arte vinha como uma possibilidade de o nosso dia ficar melhor. É de uma beleza! Por isso, sinto uma tremenda responsabilidade por estar falando para esse grande público”, conta o ator.
Initial plugin text
