Bap, do Flamengo, critica recuperação judicial do Botafogo: 'Não cobriu dívida antiga e fez mais R$ 1 bilhão'

 

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Presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, o Bap, fez críticas nesta quinta-feira sobre a recuperação judicial pedida pela SAF do Botafogo.

A avaliação se deu em um evento do Comitê Brasileiro de Clubes, em que o mandatário fez discurso contra a tributação de associações sem fins lucrativos em comparação justamente às SAFs.

Questionado pelo blog sobre o caso do Botafogo, Bap não citou o rival, mas questionou o maior endividamento em quatro anos.

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- Entendo que o modelo da SAF no Brasil precisa ser revisto. Nesse caso específico (Botafogo), quando esta SAF foi constituída a dívida era da ordem de 700 milhões de reais, salvo engano. Hoje pelo que se lê a dívida é três vezes e meia esse valor. E você pede uma recuperação judicial, onde está inclusa a primeira parte da dívida em que em tese você entrou como solução para cobri-la. Você não cobriu a dívida antiga e fez mais 1 bilhão e tanto de dívida, e agora tem um pacote único de reformulação - questionou Bap, sem ir contra a solução das SAFs que cumprem os compromissos.

. Tem que aprender com isso. SAF é um mecanismo importante, mas tem que ter limites, obrigações. Não pode simplesmente dar crédito pra quem vai colocar dinheiro no clube e não cumprir com nada e sair ileso nisso. Tem casos que estão indo bem, como Red Bull, Bahia, que cumprem compromissos. Esse exemplo (Botafogo) não é o que pode encampar a maioria. Mas temos que aprender que o dinheiro que vem para ajudar e cumprir os compromissos é bem-vindo, o que não é tem que ser punido de maneira severa. Não pode criar mecanismos que possibilitem esse tipo de situação.