Bap diz que Flamengo não tem condições de trazer Vinicius Junior e revela cláusula de saída de Paquetá
O presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, concedeu entrevista ao jornal AS, da Espanha, e deixou claro que o clube não tem pretensões de repatriar Vinicius Junior neste momento.
O tema veio à tona depois de uma brincadeira do diretor José Boto durante a apresentação de Lucas Paquetá, que jogou junto com o atacante do Real Madrid.
- Há uma grande diferença entre o momento de vida de Lucas Paquetá e o de Vinícius Júnior. Paquetá tem alguém esperando por ele em casa todos os dias, tem uma família. Vini não tem ninguém esperando por ele em casa. São momentos diferentes. Vinícius não é uma possibilidade para o Flamengo. Tenho certeza de que, se houvesse uma transação envolvendo Vinícius Júnior, seria uma transferência com um salário hoje em valores muito superiores aos que imaginamos para Paquetá. Essa possibilidade não existe. Ainda não. O Flamengo ainda não pode - afirmou Bap.
Segundo o dirigente, tudo não passa de imaginação de torcedores para o futuro.
- Vinícius Júnior quer seguir na Europa. É um momento diferente, é o que comentamos há pouco sobre o momento de cada um. Seja pela vontade do Vini, seja pelos valores que estão sobre a mesa, isso acaba sendo mais uma conversa para a imaginação, para os torcedores. Essa é a realidade. Vinícius Jr. é sempre bem-vindo. Quando vem ao Brasil, vai ao Maracanã, vai ao camarote do Flamengo, tem amigos no clube. Queremos o Vini, mas ele ainda não está ao alcance dos sonhos do Flamengo. Ainda não", emendou Bap.
O mandatário rubro-negro falou ao diário espanhol sobre a contratação de Paquetá. E confirmou que o West Ham terá um percentual em caso de futura venda do meia para a Europa.
- Existem cláusulas que estabelecem que, se o Paquetá for vendido, o West Ham receberá uma compensação. Acho isso absolutamente legítimo. Se eu estivesse no lugar do dono do West Ham, pensaria que, se o Paquetá jogasse apenas um ano no Brasil e nós o vendêssemos por 70 milhões, o West Ham sairia prejudicado. Entendi que o pedido deles era justo. Disse a eles que essa não era a nossa intenção, mas compreendo a preocupação. Por isso, tivemos que negociar, porque se amanhã chegar uma oferta de 100 milhões de euros pelo Paquetá ao Flamengo, eu vou considerar a possibilidade de venda. Atenção: sempre desde que o Paquetá aceite. Ele pode dizer o seguinte: “Voltei da Inglaterra para o Brasil, não quero sair daqui.” Isso não é um problema do Flamengo. Mas também é justo que o West Ham não perca dinheiro nessa transação", avaliou.
Por fim, Bap falou da renovação de Filipe Luís. E deixou claro que pensou no Flamengo, enquanto o técnico teve uma perspectiva de carreira.
- Filipe não pensa no Flamengo daqui a 10 anos. Pode ser que a carreira dele siga no Flamengo, mas pode ser que não. Portanto, a visão de futuro dele não coincide necessariamente com a do Flamengo. Isso é algo natural. É assim que a vida é, e tivemos que ajustar esses pontos, em primeiro lugar. Em segundo lugar, vieram os aspectos financeiros, que também são naturais quando se trata do contrato de um treinador do nível do Filipe e da importância que ele tem para o Flamengo. Mas todas as negociações importantes, de uma forma ou de outra, acabam passando pela aprovação do presidente. E, para aprovar algo, é preciso ouvir a história, entender quais são as condições. Quando as pessoas dizem que o presidente está envolvido… claro que tem que estar! Em todas as contratações, em todas as grandes negociações. Seja uma renovação, a venda de um jogador ou a compra de um atleta. É lógico. Com o Filipe não foi diferente.
