Nesta terça-feira (2/9), o tradicional ‘banho de leite” marcou o encerramento da disputa competição leiteira na Expointer 2026, em Esteio (RS).
A premiação das campeãs acontece em quatro categorias.
A competição é dividida entre animais jovens, com até 36 meses, e adultos, com mais de 36 meses, nas raças Holandesa e Jersey.
Na categoria Jovem Holandesa, a campeã foi Santa Clara C.
Valandro 38423 Flashback, de Marcelo Bruchez e Grasiela Weber, da Granja Bruchez, de Barão, com produção de 93,10 quilos de leite nas três ordenhas.
Na categoria Adulta Holandesa, o título ficou com Festleite P.
Ferraboli 407 Supersire, de Paulo Diogo e Diego Ferraboli, da Granja Ferraboli, de Anta Gorda, com 85,27 quilos de leite.
Entre os exemplares de vacas Jersey, a expositora Carmen Peterson Dias da Costa, proprietária da Cabanha Ventana, em Boa Vista do Incra, conquistou dois títulos.
Na categoria Adulta, a vaca Ignea Woodrow da Ventana 2429 produziu 73,25 quilos.
Na categoria Jovem, a vaca Lealdade Chief da Ventana 2397 produziu 57,02 quilos.
Paulo Ferraboli, proprietário da vaca campeã na categoria Adulta Holandesa, afirma que não há segredos para conquistar uma produtividade tão alta em um animal.
“A tecnologia está aberta pra todos.
O mais importante é um acasalamento bom, bastante conforto para o animal, desde a bezerra até a vaca, uma boa alimentação.
A partir disso, trabalhar bem e ter amor pelo que se faz”, afirma.
O chamado banho de leite ocorre após a pesagem e a divulgação dos resultados da competição.
O líquido utilizado na celebração não é leite destinado ao consumo, mas uma mistura preparada especificamente para o momento simbólico da premiação, com leite impróprio para consumo e água morna.
Para o presidente da Associação dos Criadores de Gado Holandês do Rio Grande do Sul (Gadolando), Marcos Tang, a atividade também representa uma homenagem aos produtores de leite e à trajetória construída ao longo de gerações.
“É certamente o produtor de leite que deve ser enaltecido nesse momento.
O nosso produtor, em sua grande maioria proveniente da agricultura familiar, é forte, porque mesmo diante de adversidades como seca e enchente, ele precisa continuar com a atividade”, destacou.
Tang ressaltou ainda a relação entre os produtores e os animais, construída no decorrer de várias gerações.
Segundo ele, os criadores que participam da competição conhecem a linhagem dos animais e acompanham a evolução dos rebanhos ao longo dos anos.
“Quando sai uma vaca, sai uma matriz, sai uma história.
Não é apenas um animal.
Esse produtor de leite precisa ser enaltecido, e neste momento fazemos isso reconhecendo essas produções excelentes”, afirmou.
