Banda formada na Baixada Fluminense se surpreende com reação do público ao estrear no Rock in Rio: 'Ficha caindo'

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Fonte da notícia: Extra Extra

Os cinco integrantes da banda Quantum, formada na Baixada Fluminense em 2015, seguem sem acreditar que tocaram no Rock in Rio. O grupo abriu os trabalhos no Espaço Favela deste sábado (5), dia dedicado ao metal no evento. Com um show em parte debaixo de chuva, os músicos se apresentaram para fãs, familiares e até desconhecidos, para a surpresa deles mesmo.

Chuva muda clima do Rock in Rio e deixa brinquedos parados no segundo dia do festival Andreas Kisser fala sobre o último show do Sepultura no Rock in Rio antes do fim da banda: 'Fechar com chave de ouro' — A ficha ainda está caindo sobre a galera que aderiu ao nosso show. A gente veio aqui pela primeira vez e sabíamos que tinha essa possibilidade de chuva, então estávamos na dúvida se o público ia estar disposto a curtir nosso som — diz o baterista Ali Ghazzaoni, completando: — Aconteceram dois fenômenos: primeiro, quando entramos no palco, já vimos muita gente na plateia. Depois, conforme fomos tocando, vimos o povo curtindo, gente que nem nos conhecia. Não tem vitória maior.

Da banda, um integrante é de Duque de Caxias, outro de Nova Iguaçu, dois são de Jacarepaguá e um quinto é do Méier. Em dia que tem Avenged Sevenfold como artista principal, todos da Quantum ficaram muito surpresos com a adesão do público, que gritou, correu para conhecer de perto e fez até — Eu nunca tinha vindo ao Rock in Rio antes, primeiro porque eu comecei a tocar com 12 anos e depois porque eu não tinha dinheiro. Nesse ano eu pensei em tentar comprar o ingresso, mas algo em mim me falava: "calma, espera". Foi quando veio o convite para tocar aqui. Sigo sem acreditar até agora, estou em êxtase — diz a vocalista e fundadora da banda Lo Ferrera, logo após descer do palco. O guitarrista Vitor Mattos também estreou no festival logo cantando com seus parceiros. Apesar do ineditismo, o grupo foi confiante para o Espaço Favela, sem medo de uma plateia vazia, pois já contavam com a presença de familiares e fãs. Até chegar ao Rock in Rio, a banda enfrentou (e ainda enfrenta) algumas dificuldades: — Já enfrentei muito preconceito por ser mulher em uma banda de rock. Me lembro de chegar e ver todos os homens da plateia cruzarem os braços. Eu entregava tudo que eu tinha para entregar no palco e ainda me taxavam de errada. Ainda temos essa dificuldade de chegar nos lugares, sendo uma banda com uma mulher preta no vocal. Mas agora chegamos com o pé na porta.

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