Bancos brasileiros investem menos em tokenização de ativos do que a média global, mostra pesquisa da IBM - QTU Questões do Universo

Bancos brasileiros investem menos em tokenização de ativos do que a média global, mostra pesquisa da IBM

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Os bancos brasileiros enxergam a tokenização como uma tecnologia estratégica para o futuro do setor financeiro, mas ainda há uma distância significativa entre a intenção e a implementação.
Segundo um novo estudo do IBM Institute for Business Value, 23% dos executivos bancários no Brasil afirmam que a tecnologia é central para a direção estratégica de suas instituições.
Apenas 8%, porém, dizem que suas iniciativas já estão em operação ou prontas para serem lançadas em 2026.
O percentual de instituições brasileiras nesse estágio também fica ligeiramente abaixo da média global, de 9%.
Os dados fazem parte do estudo “2026 Global Outlook for Banking and Financial Markets”, que ouviu 500 executivos dos setores bancário e de pagamentos em mais de 25 países, incluindo o Brasil.
O levantamento analisa a adoção de tecnologias como tokenização de ativos, moedas digitais e inteligência artificial (IA) agêntica pelo setor financeiro.
No Brasil, um dos principais obstáculos é a comunicação entre diferentes sistemas.
A falta de interoperabilidade foi apontada como barreira para o crescimento da indústria de ativos digitais por 65% dos executivos brasileiros, ante 59% na média global.
“As instituições que modernizarem suas plataformas e acelerarem a adoção de ativos digitais estarão mais bem posicionadas para liderar a próxima geração de serviços financeiros”, afirma Carlos Rivelle, vice-presidente da IBM Consulting para a América Latina.
IA e tokenização
O levantamento também aponta uma aproximação entre as estratégias de inteligência artificial e tokenização.
Entre os executivos brasileiros, 58% acreditam que a tokenização terá impacto forte ou crítico para viabilizar a interoperabilidade entre diferentes plataformas de IA.
Globalmente, são 61%.
O estudo também investigou como os executivos enxergam mudanças nas formas de pagamento.
No Brasil, 38% acreditam que moedas digitais de bancos centrais poderão substituir os arranjos tradicionais de cartões contra 35% globalmente
As stablecoins aparecem com ainda mais força nas expectativas dos brasileiros: 58% esperam uma adoção forte ou transformacional dessas moedas digitais por grandes corporações até 2030.
A proporção é de 42% entre os entrevistados globalmente.
Segundo o estudo, esse movimento pode reduzir as bases de depósitos e as receitas dos bancos provenientes de taxas de transação.
Sistemas antigos ainda são obstáculo
Apesar das expectativas em torno das novas tecnologias, modernizar a infraestrutura bancária continua sendo um desafio.
Globalmente, os executivos apontam a inadequação dos sistemas centrais legados como a principal limitação às iniciativas de tokenização.
A segurança também aparece entre as preocupações.
No Brasil, 92% dos executivos concordam que a criptografia resistente a ameaças de computadores quânticos será crítica para garantir confiança e permitir que ecossistemas tokenizados ganhem escala.
A média global é de 89%.
“O sistema financeiro está diante de uma encruzilhada.
As instituições que adiarem a tokenização ficarão para trás, competindo em um mercado que já mudou”, afirma Rivelle.
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