Banco Digimais vai quebrar? Saiba o que está acontecendo após crise do Master

 

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Em novembro do ano passado, o Banco Central do Brasil decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master após identificar problemas graves na instituição. A medida deu início ao processo de ressarcimento de clientes pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e desencadeou investigações e disputas relacionadas a operações financeiras vinculadas ao banco. Nesse contexto, o Banco Digimais passou a ser citado em uma ação judicial que envolve cerca de R$ 500 milhões em transações com um fundo de investimento em direitos creditórios (FIDC) que possuía ativos ligados ao Master. A repercussão levantou dúvidas sobre a situação financeira do Digimais e possíveis impactos para clientes com investimentos ativos no banco. Nas próximas linhas, entenda o que está acontecendo depois da crise do Master e se há risco de o Digimais quebrar.

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Banco Digimais vai quebrar? Saiba o que está acontecendo após crise do Master

Reprodução/Unsplash/Diego Cataldo

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O que está acontecendo com o Banco Digimais? Entenda

No índice abaixo, veja os assuntos que serão abordados nesta matéria.

O que está acontecendo com o Banco Digimais?

Quem é o dono do Banco Digimais?

Banco Digimais é do Master?

O Banco Digimais vai falir?

O que está acontecendo com o Banco Digimais?

O Banco Digimais, ligado ao empresário e líder religioso Edir Macedo, entrou no radar das especulações após vir à tona, em 16 de fevereiro de 2026, a notícia de uma disputa judicial envolvendo cerca de R$ 500 milhões ligados ao fundo de investimento em direitos creditórios (FIDC) EXP 1. A discussão envolve operações estruturadas com ativos financeiros que teriam perdido valor após a crise de outras instituições do mercado. O conflito ocorre entre o banco e o empresário Roberto Campos Marinho Filho, da Yards Capital, que participa da estrutura desde fevereiro de 2025, quando o fundo foi criado. Ele busca na Justiça a recompra ou compensação de papéis, enquanto o Digimais contesta a obrigação de assumir esse prejuízo. Parte desses créditos teria sido originada por instituições como Banco Master, Reag e Fictor, que enfrentaram colapsos posteriores.

A repercussão do caso ganhou força após o Banco Central decretar a liquidação extrajudicial do Banco Master em 18 de novembro de 2025, evento que acelerou a desvalorização de ativos ligados ao fundo e ampliou a atenção sobre instituições que mantinham relações comerciais ou operações no mesmo segmento de crédito estruturado. Até o momento, porém, não há anúncio oficial de intervenção, liquidação ou decretação de regime especial contra o Banco Digimais por parte do Banco Central. A instituição segue autorizada a operar normalmente, sob supervisão regulatória.

Entenda o que está acontecendo com o Banco Digimais

Divulgação

Quem é o dono do Banco Digimais?

Desde 2020, quem controla as operações do Banco Digimais é o Grupo Record, do qual o empresário e líder religioso Edir Macedo é sócio-majoritário. A empresa está cadastrada no Banco Central como instituição financeira privada.

Banco Digimais é do Master?

O Banco Digimais não é do Banco Master e não fazia parte do mesmo grupo econômico. O que houve foi um impacto indireto da crise do Master no mercado financeiro, principalmente em operações envolvendo fundos e títulos de crédito. Esse tipo de efeito em cadeia é comum quando uma instituição relevante sofre liquidação, já que outras podem ter exposição a ativos relacionados. Do ponto de vista societário, porém, são bancos distintos.

O chamado Grupo Master era um conglomerado financeiro estruturado em torno do Banco Master S.A., que funcionava como a principal instituição do grupo. Além do banco múltiplo, a estrutura incluía o Banco Master de Investimento, voltado à estruturação de operações financeiras e mercado de capitais, e a Master Corretora de Câmbio, Títulos e Valores Mobiliários, responsável por intermediações e operações no mercado financeiro. Também faziam parte do grupo empresas voltadas ao varejo digital e a serviços financeiros complementares, como o Will Bank (ou Will Financeira), fintech que atuava com cartão de crédito e conta digital, e a Kovr Seguradora, criada para operar no segmento de seguros.

Banco Digimais não é do Master

Divulgação

O Banco Digimais vai falir?

Essa é a principal dúvida entre os usuários e a resposta exige cautela. Para isso, é preciso entender como o Banco Central avalia a saúde de uma instituição financeira. Um dos principais indicadores é o Índice de Basileia, que mede a capacidade do banco de absorver perdas inesperadas. Em termos simples, ele mostra se a instituição tem capital suficiente para enfrentar riscos sem comprometer seu funcionamento. Outro ponto analisado é a liquidez imediata. Esse indicador aponta se o banco tem recursos disponíveis para honrar saques e cumprir obrigações de curto prazo, como pagamentos e resgates.

Também entra na conta a exposição a ativos problemáticos, ou seja, o quanto a instituição depende de títulos ou operações ligadas a empresas ou bancos que enfrentam dificuldades. Quanto maior essa exposição, maior a necessidade de provisões e ajustes no balanço. Esses dados são acompanhados pelo BC, que pode adotar medidas formais caso identifique descumprimento relevante das regras prudenciais. Até o momento, não há anúncio oficial de intervenção ou liquidação do Banco Digimais.

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Com informações de Banco Digimais

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