247 – A bancada do Partido dos Trabalhadores (PT) na Câmara dos Deputados divulgou, na manhã deste domingo (25), uma nota oficial repudiando o ataque sofrido pela vereadora Isa Pimentel durante uma carreata na cidade de Montes Claros, no Norte de Minas Gerais. O documento exige a identificação e a punição sob o rigor da lei dos agressores, que foram apontados pelo partido como militantes bolsonaristas.
O episódio de violência ocorreu na noite de sábado (24), véspera do segundo turno das eleições. De acordo com a nota divulgada pelos parlamentares, a vereadora participava de uma manifestação pacífica em apoio à candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Ela estava em um carro de som, acompanhada pelo deputado federal Paulo Guedes (PT-MG) e por outras lideranças da campanha, quando o veículo foi alvo de garrafas de vidro, pedras, tijolos e outros objetos. Os itens teriam sido arremessados por um grupo que se aglomerava em um bar da região.
Isa Pimentel foi atingida diretamente no rosto. Com ferimentos na cabeça, a parlamentar precisou ser encaminhada com urgência para receber atendimento médico na Santa Casa de Montes Claros.
No comunicado, a bancada do PT na Câmara prestou solidariedade à vereadora, ao deputado Paulo Guedes e a todas as demais pessoas agredidas no ato, afirmando que o ataque é um “claro sinal de alerta” de que a violência política tem acompanhado a ascensão da extrema direita no Brasil e no mundo.
O texto também endossou e reproduziu o posicionamento oficial divulgado pelo mandato de Isa Pimentel: “É inadmissível que pessoas sejam agredidas por expressarem suas posições políticas. Nenhuma divergência justifica a violência.
A democracia pressupõe liberdade de manifestação, respeito às diferenças e o direito de participar da vida política sem medo de ameaças ou agressões.” Por fim, ao cobrar o processamento criminal dos envolvidos, a bancada do PT na Câmara declarou que a extrema direita brasileira precisa ser “contida e derrotada nas urnas, nas ruas e nas redes” neste domingo, classificado pela sigla como um dia essencial para a democracia do país.
Brasil 247