A Caixa Cultural Rio de Janeiro apresenta, de quinta a domingo, no Teatro Nelson Rodrigues, o Baile do Mestre Cupijó - Onde Nasce o Siriá.
O espetáculo convida o público a acompanhar, durante os quatro dias da temporada carioca, uma verdadeira jornada musical pela obra e pelas influências de Mestre Cupijó, ícone da música paraense e pioneiro na divulgação de ritmos amazônicos.
Dividido em quatro atos, o show transita pelas origens, transformações e permanências do Siriá, tradicional dança paraense.
Dando início ao espetáculo, “O Primeiro Siriá” apresenta as raízes do ritmo e sua relação com o Samba de Cacete com a ilustre participação de Mestra Iolanda do Pilão, referência dessa tradição ancestral.
Em seguida, “Sotaque Latino” revela as influências caribenhas presentes na música de Mestre Cupijó, explorando gêneros como merengue, lambada e mambo.
No terceiro ato, “Banguê: Vozes da Terra e do Tambor”, a banda aprofunda a conexão entre as tradições afro-amazônicas, evidenciando os elos entre voz, percussão, memória e território.
Encerrando a apresentação, “Legado Vivo” revisita o Siriá juntamente com sonoridades contemporâneas, demonstrando a atualidade e a potência criativa do legado de Mestre Cupijó, que, em 2023, teve sua obra reconhecida como Patrimônio Cultural de Natureza Imaterial do Estado do Pará.
Um ano antes, foi o próprio Siriá que recebeu a honraria.
Na sexta, dia 4 de setembro, após o show, acontece ainda uma roda de conversa com os integrantes do Baile do Mestre Cupijó sobre o legado do mestre e a continuidade dessas tradições no cenário contemporâneo.
Os ingressos custam R$ 30 (R$ 15 meia) no setor plateia e R$ 20 (R$ 10 meia) no setor balcão e podem ser adquiridos no site Bilheteria Digital.
Nos dias do evento, a venda será feita também na bilheteria do teatro.
A classificação etária é livre e, no sábado, dia 5, a apresentação conta com interpretação simultânea em Libras.
Além das apresentações, a programação do projeto Baile do Mestre Cupijó - Onde Nasce o Siriá, patrocinado pela CAIXA, inclui diferentes atividades gratuitas:
Ação Educativa Ambiental
Teatro Nelson Rodrigues
Sábado, 5 de setembro | 10 minutos antes da Oficina de Percussão e Dança Amazônica Conduzida exclusivamente por Rafael Barros e com duração mínima de 10 minutos, a atividade propõe a construção coletiva de um instrumento de efeitos sonoros utilizando tampas de garrafas PET, estimulando a reflexão sobre o reaproveitamento de materiais e as possibilidades de criação artística a partir de objetos recicláveis.
Ao término da ação, o instrumento produzido coletivamente é sorteado entre os participantes.
Oficinas
Teatro Nelson Rodrigues
Percussão e Dança Amazônica | Sexta, 04 de setembro, das 14h às 16h: Ministrada por Rafael Barros, Carla Costta e Mestra Iolanda do Pilão, a atividade apresenta elementos do Siriá, do Samba de Cacete e de outras manifestações ligadas à cultura do Baixo Tocantins.
Por meio da experimentação coletiva, os participantes terão contato com células rítmicas, técnicas de percussão e passos tradicionais, compreendendo as relações entre música, dança, memória e território.
A oficina é destinada ao público geral e não exige experiência artística anterior.
Canto e Percussão Acessível
Sábado, 05 de setembro, das 14h às 16h: Conduzida por Rafael Barros e Carla Costta, a oficina propõe uma experiência sensorial de canto e percussão especialmente concebida para a participação de pessoas com deficiência visual.
O público é convidado a explorar ritmos amazônicos por meio da voz, do corpo e de instrumentos de percussão.
Cinema
Unidade Passeio Sessão Terruá Pará (100 min) |
Sexta, 04 de setembro, às 16h: O documentário de Jorane Castro apresenta a diversidade e a potência da produção musical paraense, reunindo artistas, ritmos e sonoridades que expressam diferentes territórios e gerações.
O documentário revela uma cena marcada pelo encontro entre tradição e contemporaneidade, evidenciando a contribuição da Amazônia para a música brasileira.
A exibição integra a programação audiovisual do projeto e amplia o contato do público com o contexto cultural no qual se insere a obra de Mestre Cupijó.
Sessão Mestras (52 min)
Sábado, 05 de setembro, às 16h: Dirigido por Aíla e Roberta Carvalho, o documentário destaca a presença, a memória e o protagonismo de mulheres que preservam e transmitem saberes ligados às manifestações culturais amazônicas.
A sessão dialoga diretamente com a participação de Mestra Iolanda do Pilão no projeto, valorizando mulheres que ocupam posições fundamentais na preservação e na renovação do patrimônio cultural da Amazônia.
Sessão Mestre Cupijó e Seu Ritmo (75 min)
Domingo, 06 de setembro, às 16h: Também dirigido por Jorane Castro, o documentário mostra a trajetória artística e humana de Mestre Cupijó, músico paraense responsável pela criação de uma linguagem singular, construída a partir do Siriá e de suas conexões com ritmos amazônicos, afro-brasileiros e caribenhos.
