Badminton vai testar petecas sintéticas devido à escassez de penas de pato e ganso
O badminton vai testar petecas sintéticas em torneios de nível inferior, com o objetivo de potencialmente utilizá-las no nível de elite, informou a entidade que rege o esporte, devido à escassez de penas de pato e ganso. O aumento vertiginoso dos custos das matérias-primas na China fez com que os preços das petecas mais que dobrassem no ano passado.
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A Federação Mundial de Badminton (BWF) já havia afirmado que esse era um problema, mas que a escassez ainda não havia atingido um nível crítico. A BWF afirmou que usará petecas sintéticas em eventos selecionados, incluindo torneios internacionais juvenis.
"Esta iniciativa faz parte da abordagem de longo prazo da BWF para avaliar petecas de penas sintéticas para uso potencial no nível de elite", afirmou em comunicado. "O teste incluirá a coleta de dados de desempenho do fabricante, juntamente com o feedback de jogadores, oficiais técnicos e organizadores de eventos."
"Esta informação apoiará a avaliação contínua da BWF e orientará as decisões futuras sobre o potencial uso de petecas sintéticas em torneios de alto nível."
A escassez de petecas pode ser atribuída, em parte, à mudança nos hábitos de consumo na China. A produção de petecas depende muito do fornecimento de penas de pato e ganso. Uma peteca de alta qualidade requer 16 penas cuidadosamente selecionadas, geralmente provenientes das asas de patos ou gansos.
A produção de petecas de pato e ganso na China, líder mundial na produção de petecas, diminuiu drasticamente nos últimos anos. Fabricantes disseram à AFP que também há uma crescente demanda por petecas devido à popularidade do badminton na China.
