Azeite de oliva faz bem? Veja benefícios reais para colesterol, cérebro e fígado

 

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Aquele “filete” de azeite na sua salada, na hora do almoço, ou na pizza, no fim de semana, está fazendo mais por você do que só dar um gostinho a mais para sua refeição. Estudos mostram que o azeite de oliva, principalmente o extravirgem, possui diversos benefícios para a saúde.

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O azeite ajuda com colesterol alto?

O azeite de oliva possui o que ficou conhecido como “gorduras boas”, principalmente os ácidos graxos monoinsaturados e, dentro deles, ácido oleico.

Ele é reconhecido por sua capacidade de controlar o aumento do LDL, o colesterol “ruim” — responsável pelo entupimento de veias e artérias, mudando o efluxo de colesterol, reduzindo os níveis de LDL circulante, ao mesmo tempo que aumenta os níveis do HDL, o colesterol “bom”.

Além disso, o alto teor de gorduras monoinsaturadas, aponta estudo da Universidade Rei Abdulaziz, da Arábia Saudita, provoca melhora na utilização da glicose e o aumento da sensibilidade à insulina. Aliado a isso, o azeite ajuda a promover perfis lipídicos mais saudáveis em indivíduos com distúrbios metabólicos.

Benefícios do azeite de oliva para o cérebro

O azeite de oliva é rico em polifenóis — um tipo de composto bioativo naturalmente encontrado em alimentos vegetais — como o oleocantal, a oleuropeína e o hidroxitirosol, que exercem efeitos protetores no sistema nervoso, por meio de ação antioxidante e anti-inflamatória.

Ele é responsável, principalmente, por ser um aliado na redução da neuroinflamação e controle de metabólitos neurotóxicos — associados à redução de atividade locomotora, por exemplo.

O hidroxitirosol, especificamente, melhora a função mitocondrial no cérebro, o que é fundamental para prevenir e retardar doenças neurodegenerativas como o Alzheimer e o Parkinson.

O consumo de azeite de oliva ajuda a estabilizar o eixo hipotálamo-pituitária-adrenal (HPA), que é o centro da resposta ao estresse no organismo. Estudos com ratos feitos na Universidade de Taipei, em Taiwan, mostraram que o alimento impediu o aumento da corticosterona, o hormônio do estresse em roedores.

O eixo intestino-cérebro, um dos mai importantes para a saúde mental, também é positivamente afetado pelo azeite de oliva: ele promove o aumento de bactérias como Akkermansia e Lactobacillus, responsáveis pela regulação do humor.

O azeite é bom para o fígado?

Nesse caso, a resposta é sim! Componentes como a oleaceína e a oleuropeína têm a capacidade de melhorar a esteatose hepática, a famosa “gordura no fígado”; no caso do segundo, o polifenol auxilia na melhora de biomarcadores de disfunção hepática, ajudando a restaurar o equilíbrio funcional do fígado.

O ácido oleico, por outro lado, é benéfico ao ativar receptores presentes no órgão que estimulam a oxidação de ácidos graxos, reduzindo os níveis de lipídios no fígado.

Como consumir azeite de oliva para a saúde?

Primeiramente, prefira, sempre, utilizar o azeite de oliva extravirgem, visto que seu método de extração preserva os principais e mais benéficos compostos fenólicos e vitaminas. Segundo, evite o aquecimento excessivo: o calor intenso reduz a concentração das substâncias responsáveis pelos benefícios à saúde.

Quanto de azeite comer por dia

Estudos indicam que a ingestão de 10ml — ou uma colher de sopa — de azeite de oliva extravirgem está associado a uma redução de 10% na incidência de doenças cardiovasculares.

Já estudos clínicos apontam que o consumo de 40ml por dia — cerca de três colheres de sopa — inserido em uma dieta do tipo Mediterrânea, promoveu melhorias significativas na composição da microbiota intestinal, na redução de marcadores inflamatórios e na diminuição de danos oxidativos no DNA em adultos.