Avô é indiciado por abusar da neta e avó responde por omissão em Minas Gerais; entenda
Um homem de 67 anos foi indiciado pela Polícia Civil de Minas Gerais por estupro de vulnerável, acusado de abusar da própria neta, de 14 anos, em Sabará, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A companheira dele, de 65 anos e avó materna da adolescente, também foi indiciada por omissão.
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Segundo a delegada Joana Miraglia, responsável pelo caso, as investigações apontam que a mulher tinha conhecimento das condutas do marido, mas deixou de agir para proteger a vítima, chegando a culpá-la pelos abusos.
A prisão preventiva do suspeito foi solicitada pela PCMG e cumprida pela Polícia Militar no dia 26 de fevereiro, na região Centro-Sul da capital mineira. O inquérito foi concluído e encaminhado à Justiça.
O caso veio à tona em 2024, quando a mãe da adolescente encontrou mensagens de conteúdo sexual no celular do investigado. A perícia confirmou o material. Em janeiro deste ano, a jovem voltou a depor, acompanhada pelo Conselho Tutelar, detalhando a progressão dos abusos.
Segundo a delegada, ao longo das investigações, foram reunidos depoimentos de sete pessoas, entre outras vítimas e testemunhas.
O que diz a vítima
A neta do suspeito contou que os abusos começaram quando ela tinha apenas 12 anos, com importunação e exibicionismo, evoluindo para relações sexuais em setembro de 2025.
Conforme apurado, ele oferecia presentes e dinheiro para cooptar a adolescente, chantageando a menina e tentando convencê-la de que os atos eram normais no âmbito familiar.
A partir de uma avaliação psicológica pericial, a menina disse que aceitava as investidas por acreditar em uma proteção para seus irmãos menores e garantir o sustento da casa, já que a mãe era ausente e o avô exercia chantagem emocional.
O suspeito, também ouvido pela polícia, negou as acusações atuais contra a neta e a sobrinha.
