As autoridades de Kherson, no sul da Ucrânia, pediram que os moradores deixem a cidade diante do risco crescente dos bombardeios russos, que vêm se intensificando e podem deixar a região sem eletricidade e aquecimento por um período prolongado.
"Dirijo-me mais uma vez aos moradores de Kherson, especialmente às famílias com crianças e aos idosos: se tiverem a possibilidade (...), vão embora, por favor", declarou no Telegram o governador regional, Oleksandr Prokudin.
O governador afirmou que a situação em Kherson é "extremamente difícil".
Antes do início da invasão russa, em fevereiro de 2022, a cidade tinha cerca de 280 mil habitantes.
"Na noite passada, as forças russas voltaram a atacar a central de aquecimento urbano de Kherson com bombas planadoras.
(...) A instalação sofreu danos muito graves", acrescentou Prokudin.
Segundo o governador, a Rússia intensificou os ataques na região, especialmente com drones a jato e bombas aéreas guiadas.
"Atualmente, não existe nenhum meio para destruir esses tipos de drones nem as bombas aéreas guiadas em qualquer região do nosso país", afirmou.
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A cidade de Kherson ficou sob controle russo de março a novembro de 2022.
As forças russas, atualmente posicionadas na margem oposta do rio Dnipro, que margeia a cidade, realizam bombardeios frequentes contra a região.
Na manhã desta sexta-feira (28), um novo ataque com drones russos matou um homem de 61 anos em Kherson, enquanto vários bombardeios deixaram dois mortos na região vizinha de Dnipropetrovsk, segundo as autoridades locais.
No último inverno, o Exército russo atacou de modo reiterado as centrais elétricas ucranianas, o que deixou, em alguns momentos, milhões de pessoas sem aquecimento e sem energia elétrica.
Agora, mesmo antes da chegada das baixas temperaturas do outono (hemisfério norte), as autoridades temem um cenário ainda pior: no início de agosto, o presidente Volodimir Zelensky advertiu que a Ucrânia não tinha "praticamente nenhuma usina termelétrica intacta".
Rússia e Ucrânia vêm ampliando há vários meses seus ataques de longo alcance, cada vez mais direcionados contra infraestruturas civis, como centros logísticos e instalações petrolíferas e portuárias.
