Autoridades sanitárias dos EUA minimizam ameaça interna por hantavírus
Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC, na sigla em inglês) minimizaram nesta quarta-feira qualquer ameaça interna pelo surto de hantavírus em um navio de cruzeiro no qual há muitos passageiros americanos, entre diversas outras nacionalidades.
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"Neste momento, o risco para o público americano é extremamente baixo", disse a principal agência de saúde pública do país em comunicado.
Três passageiros do navio MV Hondius morreram pelo vírus raro, mas letal. Espera-se que a evacuação dos demais passageiros comece no dia 11 de maio em Tenerife, nas Ilhas Canárias (Espanha).
"Instamos todos os americanos a bordo do navio que sigam as orientações dos funcionários de saúde enquanto trabalhamos para trazê-los para casa de forma segura."
Barco se aproxima de navio de cruzeiro para retirada de pessoas
AFP
No comunicado, o CDC explicou que o Departamento de Estado conduz uma resposta governamental que inclui o diálogo direto com os passageiros, coordenação diplomática e cooperação com autoridades de saúde nacionais e internacionais. O navio partiu de Ushuaia, no extremo sul da Argentina, em 1º de abril, rumo a Cabo Verde, na África.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) disse que removeu três pessoas da embarcação: dois tripulantes doentes e uma pessoa que esteve em contato com um dos casos confirmados. O navio de cruzeiro, por sua vez, está a caminho das Ilhas Canárias.
Apesar da preocupação pelo surto, a situação não é similar à do começo da pandemia de covid-19, declarou à AFP o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus
"O risco para o resto do mundo é baixo", disse.
