Autoridades iranianas afirmam que 2 mil pessoas foram mortas em protestos até o momento
Cerca de 2 mil pessoas, incluindo membros das forças de segurança do Irã, foram mortas em protestos no país, de acordo com informações de um funcionário iraniano à Reuters. É a primeira vez que as autoridades reconheceram o elevado número de mortos resultante da intensa repressão a duas semanas de agitação com protestos se espalhando por todo o país.
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O oficial iraniano, que falou sob anonimato, disse à agência que pessoas que ele chamou de terroristas foram responsáveis pelas mortes de manifestantes e agentes de segurança, e não forneceu detalhes sobre quem foi morto.
O regime de Ali Khamenei foi condenado por muitos líderes mundiais por promover mortes, prisões em massa, bloqueios da internet e avisos públicos de que a participação nas manifestações poderia acarretar pena de morte.
Nesta terça (13), a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que vai propor novas sanções ao Irã.
"O crescente número de vítimas no Irã é estarrecedor. Condeno veementemente o uso excessivo da força e a contínua restrição à liberdade. A União Europeia já incluiu a Guarda Revolucionária Islâmica em sua totalidade em seu regime de sanções por violação de direitos humanos", afirmou em publicação no X.
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Em declaração feita durante uma visita diplomática à Índia nesta terça (13), o chanceler alemão Friedrich Merz afirmou acreditar que o governo iraniano está em seus "últimos dias e semanas", acrescentando que o regime carece de "legitimidade perante a população por meio de eleições". As informações são do The Guardian.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta segunda-feira (12) a imposição de tarifas de 25% a países que mantêm relações comerciais com o Irã. Segundo Trump, qualquer país que faça negócios com a República Islâmica do Irã passará a pagar uma tarifa de 25% sobre todas as transações comerciais realizadas com os Estados Unidos.
A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, disse a repórteres que ataques aéreos estavam entre as “muitas, muitas opções” que Trump estava considerando para o Irã, mas que “a diplomacia é sempre a primeira opção para o presidente" americano.
