Autoridade iraniana diz que negociação vai definir se americanos 'vão para o inferno ou retornarão'

 

Fonte:


Em uma publicação nas redes sociais nesta segunda-feira (23), Ebrahim Rezaei, porta-voz do Comitê de Segurança Nacional e Política Externa do Parlamento iraniano, escreveu que as negociações do Irã com os Estados Unidos na próxima quinta-feira (26) trarão algumas definições.

Segundo ele escreveu na rede social X, elas serão um 'um teste para Trump e determinarão se os soldados americanos irão para o inferno ou retornarão à América'.

Uma nova proposta pode surgir na mesa com mais concessões de ambos os lados, especialmente com uma liberação do enriquecimento nuclear limitado para os iranianos, apenas para pesquisa e medicina.

Nesse domingo (22), o Irã se mostrou disposto a realizar concessões no programa nuclear. A agência de notícias Reuters informa que o país já está considerando enviar metade do urânio enriquecido para o exterior e diluir o que restar.

Caso um ataque inicial contra o Irã ou a diplomacia não cheguem aos resultados esperados, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, considera realizar ataques mais intensos para retirar os líderes do país. A informação está em uma reportagem do jornal New York Times.

A decisão sobre o primeiro ataque ainda não foi totalmente determinada. Apesar disso, o republicano busca usar uma pressão, com a presença de uma grande força militar americana no Oriente Médio, para alcançar os resultados e que se chegue a um acordo nuclear. Trump estaria bem inclinado a realizar um 'ataque limitado' nos próximos dias para aumentar essa pressão.

Entre os possíveis alvos, diz o jornal, estão a sede da Guarda Revolucionária do Irã até instalações nucleares do país e o local de desenvolvimento de mísseis balísticos.

Irã responde que não quer guerra após nova fala de Trump, mas defende que qualquer hostil é alvo legítimo

Ali Khamenei, líder supremo do Irã.

KHAMENEI.IR / AFP

O enviado do Irã às Nações Unidas afirmou que o país responderá 'decisivamente' a qualquer 'agressão militar' dos Estados Unidos, em uma carta na qual insta o Conselho de Segurança da ONU a condenar as recentes ameaças do presidente Donald Trump.

O embaixador do Irã na ONU, Amir Saeid Iravani, pediu nessa quinta-feira (19) que os membros do Conselho de Segurança e o secretário-geral da ONU, António Guterres, ajam.

'Dada a situação instável na região e a movimentação e o acúmulo persistentes de equipamentos e recursos militares por parte dos Estados Unidos, uma declaração tão beligerante do Presidente dos Estados Unidos não deve ser tratada como mera retórica', diz o texto.

O enviado iraniano reforçou que seu país 'não busca tensão nem guerra e não iniciará nenhuma guerra'.

Mas ele afirmou que, se o Irã fosse atacado, consideraria 'todas as bases, instalações e ativos da força hostil' na região como 'alvos legítimos'.

Trump alertou nessa quinta-feira (19) que Teerã tinha de 10 a 15 dias para chegar a um 'acordo significativo' com os EUA. A afirmação foi feita em um momento que o republicano abria a primeira reunião do Conselho de Paz, em Washington.

'Então, agora talvez tenhamos que dar um passo adiante, ou talvez não. Talvez cheguemos a um acordo. Você provavelmente descobrirá nos próximos 10 dias'.

Questionado posteriormente para dar mais detalhes, Trump disse aos repórteres a bordo do Air Force One: 'Eu acho que seria tempo suficiente, 10, 15 dias, praticamente, no máximo.'