Autoridade eleitoral do Peru prevê resultados de pleito presidencial do último domingo para meados de maio

 

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Os resultados da eleição presidencial do Peru, que determinarão quem avança para o segundo turno, não serão conhecidos até meados de maio, devido à lentidão da apuração e à revisão de milhares de boletins de urna, disse um funcionário da autoridade eleitoral neste sábado. Com 93,4% dos boletins de urna apurados, os resultados parciais da eleição do último domingo mostram a candidata de direita Keiko Fujimori como favorita para o segundo turno, que está marcado para acontecer no dia 7 de junho, com 17% dos votos.

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O esquerdista radical Roberto Sánchez (12%) e o ultraconservador Rafael López Aliaga (11,9%) estão praticamente empatados na disputa para avançar ao segundo turno. A diferença entre eles aumentou ligeiramente neste sábado, mas permanece mínima: 13.600 votos.

"Esperamos ter os resultados presidenciais pelo menos até meados de maio, o que é necessário para determinar o segundo turno", disse Yessica Clavijo, Secretária-Geral do Conselho Nacional Eleitoral, à rádio RPP no sábado.

A autoridade atribuiu a lentidão na apuração ao processo de revisão de mais de 15 mil cédulas contestadas. Segundo Clavijo, 30% dessas cédulas correspondem à eleição presidencial e o restante à votação para deputados e senadores.

López Aliaga, ex-prefeito de Lima, é o crítico mais ferrenho do processo e pede sua "anulação total", alegando "fraude eleitoral". Ele ofereceu uma recompensa de US$ 5.800 (R$ 28,8 mil) para quem fornecer provas de irregularidades. O líder do Renovação Popular convocou seus apoiadores para uma marcha no domingo

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As eleições presidenciais de 12 de abril foram marcadas por problemas na distribuição de urnas e cédulas, o que atrasou a abertura das seções eleitorais em vários locais de votação em Lima. A autoridade eleitoral teve que estender a votação até segunda-feira para mais de 50 mil peruanos que não conseguiram votar em 13 seções eleitorais que não abriram no domingo.

Procuradores e policiais realizaram buscas nas instalações do Escritório Nacional de Processos Eleitorais (ONPE), órgão responsável pelas eleições, e o chefe do órgão, Piero Corvetto, foi indiciado pela Junta Nacional de Eleições, juntamente com outros três funcionários, por supostos crimes contra o processo eleitoral.