Autoridade do Irã afirma que Estreito de Ormuz será \'campo de extermínio\' para os EUA

 

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O governo iraniano anunciou que interceptou dois navios pelo Estreiro de Ormuz, perto da ilha Farsi, alegando que transportavam um milhão de litros de combustível contrabandeado. A informação foi confirmada pela mídia estatal do país, destacando que 15 estrangeiros nas embarcações foram detidos.

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O caso gerou críticas e uma pressão por parte de autoridades do país para uma resposta aos Estados Unidos, que vem ameaçando um ataque contra o país. Uma autoridade com influência dentro do governo, Ezzatollah Zarghami, ex-ministro iraniano e ex-chefe da emissora estatal, emitiu um alerta, ameaçando com violência no Estreito de Ormuz. No local, passa cerca de um quinto do consumo mundial de petróleo e derivados.

'Tenho certeza de que o Estreito de Ormuz será um lugar de massacre e inferno para os EUA. O Irã demonstrará que o Estreito de Ormuz pertence historicamente ao Irã. A única coisa que os americanos conseguem pensar é em brincar com seus navios e movê-los de um lugar para outro', disse nessa quinta-feira (5).

Mais tarde, Zarghami reiterou a ameaça, chamando o Estreito de um potencial 'campo de extermínio' para as forças americanas e sinalizando a disposição do Irã em intensificar o conflito em meio à crescente pressão regional.

A Guarda Revolucionária Islâmica alegou que as embarcações faziam parte de uma rede organizada de contrabando de combustível que operava na região há vários meses.

O jornal The Jerusalem Post diz que as autoridades iranianas descreveram a operação como um golpe significativo no tráfico ilegal de combustível, embora não tenham divulgado imediatamente a nacionalidade ou o destino das embarcações.

EUA voltam a pedir que americanos saiam do Irã 'imediatamente'

Líder Supremo do Irã, Ali Khamenei, e presidente dos EUA, Donald Trump.

AFP PHOTO/KHAMENEI.IR e SAUL LOEB/AFP

Às vésperas de uma reunião oficial em busca de acordo nuclear, o governo dos Estados Unidos, através de sua Embaixada Virtual no Irã, emitiu um alerta nesta sexta-feira (6) para que os cidadãos americanos deixem o país imediatamente. O pedido também afirma para que eles se preparem em um plano de partida que não dependam da assistência dos EUA.

A conversa, que acontece em Omã nesta sexta-feira (6) possui poucos indícios de que as duas partes tenham encontrado um consenso sobre a agenda da reunião.

'Medidas de segurança reforçadas, fechamento de estradas, interrupções no transporte público e bloqueios da internet estão em curso. O governo do Irã continua restringindo o acesso a redes móveis, fixas e à internet nacional. As companhias aéreas continuam limitando ou cancelando voos de e para o Irã', diz o texto da Embaixada.

'Os cidadãos dos EUA devem esperar interrupções contínuas na internet, planejar meios alternativos de comunicação e, se for seguro fazê-lo, considerar deixar o Irã por terra rumo à Armênia ou à Turquia'.

O comunicado dizia que, se fosse impossível sair, as pessoas deveriam encontrar um 'local seguro' dentro de sua residência ou em outro prédio seguro e manter um estoque de 'alimentos, água, medicamentos e outros itens essenciais'.

Esse não é o primeiro comunicado do tipo dos EUA para com o Irã. Ele já ocorreu em outras ocasiões, inclusive em janeiro deste ano, quando Trump avaliava um ataque diretamente contra o país persa por conta da pressão e violência contra manifestações.

O enviado especial dos EUA, Steve Witkoff, e Jared Kushner, genro do presidente dos EUA, Donald Trump, devem participar da reunião com uma equipe liderada pelo ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, de acordo com autoridades americanas e iranianas.

As conversas de sexta-feira seriam o primeiro encontro oficial entre Teerã e Washington desde que as tensões aumentaram em junho do ano passado, quando uma guerra de 12 dias com Israel levou a ataques aéreos dos EUA que danificaram gravemente as três principais instalações nucleares do Irã.

O governo dos EUA teria exigido que o Irã descarte seu estoque de urânio enriquecido, limite o programa de mísseis balísticos de Teerã e pare de armar e financiar grupos militantes no Oriente Médio. Trump ameaçou realizar ataques militares contra Teerã caso o país não atenda às exigências americanas.

O Irã reagiu, afirmando que as exigências dos EUA representam uma violação inaceitável de sua soberania e ameaçou responder com força a quaisquer ataques, atingindo alvos militares americanos na região e em Israel.