Autora de ficção mais lida do Brasil, a mineira Carla Madeira tem um jeito particular de autografar os seus livros.
A escritora, que acaba de lançar seu quarto romance, "Quando" (editora Record), anda para lá e para cá com uma sacola de pano, que chama de "bolsinha de autógrafos".
Carla Madeira
Maria Fortuna
Dentro dela, Carla carrega um apetrecho que considera muito importante: um carimbo que mandou fazer com o desenho de um ramo de alecrim.
Assim que o pressiona contra o papel, a página ganha o contorno da planta.
Amor.
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A ilustração faz alusão à uma passagem de seu novo livro.
Ela se inspirou no amor de sua mãe pelas plantas para escrever uma determinada cena da obra.
Carla Madeira e o carimbo com quem autografa seus livros
Maria Fortuna
- Eu quero fazer uma versão da poesia do Drummond que é: no meio do caminho, tinha um alecrim - brincou a autora em entrevista ao GLOBO, que será publicada nesta segunda-feira (31).
O raminho de alecrim do carimbo de Carla Madeira
Maria Fortuna
A história de "Quando" é centrada na matriarca Viridiana, que traz características inspiradas na mãe da autora.
Inclusive padece da mesma doença que dona Irlanda, mãe de Carla, enfrentou em vida: a mastocitose, caracterizada pelo acúmulo anormal de mastócitos — células do sistema imunológico — na pele ou em outros órgãos do corpo, que sofre com muitas dores agudas.
O novo livro de Carla foi lançado há duas semanas (no último dia 14) e já figura no primeiro lugar entre as obras de ficção mais lidas o país, segundo lista do PublishNews, portal que reúne notícias sobre o mercado editorial e a indústria do livro, além de eventos literários.
