Autor de ‘Macarena’ critica uso da obra em vídeo de bombardeios ao Irã: ‘Eu a fiz para trazer alegria ao mundo’; vídeo
Sucesso mundial dos anos 1990, “Macarena” ficou conhecida por embalar festas e coreografias, mas recentemente passou a aparecer associada a contextos de guerra. Antonio Romero Monge, integrante do Los del Río e autor da canção, criticou o uso da música por parte da Casa Branca, que publicou nas redes sociais um vídeo com imagens de bombardeiros e lançamentos de mísseis dos Estados Unidos contra o Irã, no contexto do conflito em curso no Oriente Médio, ao som de uma mixagem da canção.
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Em entrevista à emissora espanhola Canal Sur, o artista afirmou que ficou “arrepiado” ao ver a música tocando ao fundo de um vídeo com esse tipo de conteúdo. Segundo ele, a canção foi criada “para trazer alegria ao mundo, não para destruí-lo”. Romero também questionou o motivo de a música ter sido usada em um vídeo sobre bombardeios. “Por que usar algo tão engraçado para uma situação dessas?”, indagou.
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Apesar da crítica, o compositor reconheceu que, quando uma música é lançada, qualquer pessoa pode se apropriar dela. Ele destacou que “Macarena”, composta há 33 anos e lançada em 1993, continua a ser tocada “em todos os cantos do mundo”, o que torna impossível controlar seu uso.
Mesmo com a controvérsia, a publicação da Casa Branca foi celebrada por alguns usuários nas redes sociais, e houve quem comentasse que “Macarena se tornou a canção oficial” da guerra.
