Autor de 'atentado terrorista' na França tem detenção suspensa por procuradoria por motivos psiquiátricos

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Fonte da notícia: O Globo O Globo

A detenção do autor do "atentado terrorista racista" de sexta-feira (23), que deixou um morto e cinco feridos nas imediações de Paris, foi suspensa por motivos psiquiátricos, anunciou neste domingo (25) a Procuradoria Nacional Antiterrorismo (Pnat). Durante comemoração: Tiroteio deixa 11 pessoas feridas por disparos, incluindo seis crianças, durante festa universitária nos EUA

Atrás nas pesquisas, Trump quer barrar possível vitória de democrata em disputa do Senado no Alasca — Após um exame psiquiátrico de Kévin T.

realizado na noite de sábado, a prisão preventiva foi revogada — explicou a Pnat. — De acordo com as conclusões do perito psiquiatra, o interessado foi transferido para a ala psiquiátrica da Prefeitura de Polícia (em Paris) para passar por um período de observação psiquiátrica que pode durar 48 horas — acrescentou.

A internação permitirá avaliar "se o estado de saúde psiquiátrica é compatível com a possibilidade de prosseguir com seus interrogatórios". As autoridades confirmaram a prisão preventiva de quatro pessoas de seu entorno, incluindo os pais do autor do atentado, informou à AFP uma fonte próxima ao caso.

O "atentado terrorista racista", nas palavras do presidente Emmanuel Macron, chocou a França. Na manhã de sexta-feira, Kevin T., de 39 anos, abriu fogo a partir de seu carro com uma arma automática contra várias pessoas em Trappes e La Verrière, ao sudoeste de Paris.

Ele matou um francês de origem africana e feriu outros cinco. O agressor tinha antecedentes, mas não estava sendo monitorado pelos serviços de inteligência e, quando foi detido, portava uma pistola-metralhadora e gás lacrimogêneo, segundo fontes policiais.

Além disso, havia instalado "três botijões de gás e chaves elétricas conectadas a um temporizador" em sua residência na cidade de Plaisir, com a intenção de explodir o imóvel, indicou uma fonte próxima ao caso. Durante a busca em seu apartamento, os investigadores encontraram um exemplar do livro "Mein Kampf" (Minha luta), escrito pelo ditador nazista Adolf Hitler, assim como uma Bíblia e um Alcorão, acrescentou.

A Procuradoria informou neste domingo que a análise toxicológica realizada no homem revelou "a presença de maconha e cocaína em seu sangue".

Publicação Original O Globo oglobo.globo.com
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