Autônomo, lançado por catapultas e ‘suicida’: conheça drone americano inspirado em tecnologia iraniana
Os Estados Unidos empregaram pela primeira vez em combate um drone de ataque de baixo custo e uso único, em modelo que combina autonomia, capacidade de coordenação em grupo e lançamento por diferentes plataformas. Batizado de LUCAS (sigla para Low-Cost Uncrewed Combat Attack System), o equipamento é inspirado no drone iraniano Shahed-136 e foi desenvolvido para realizar ataques únicos, sem retorno à base.
Leia: Irã lança ataque contra múltiplos alvos na região e Europa amplia esforços de defesa em 6º dia de guerra
Veja também: A soberania libanesa ameaçada por Irã e Israel
Segundo comunicado do exército dos Estados Unidos a tecnologia foi utilizada na ofensiva em curso contra o Irã. Em publicação nas redes sociais, o comando informou que esta é a primeira vez que drones de ataque de uso único são empregados pelos EUA em combate.
Drone é guiado de forma autônoma
Divulgação / Exército dos EUA
Fabricado pela empresa americana SpektreWorks e lançado pelo Pentágono no ano passado, o LUCAS custa cerca de US$ 35 mil (aproximadamente R$ 184 mil) por unidade: valor muito inferior ao de armamentos tradicionais, como mísseis de cruzeiro ou aeronaves não tripuladas mais complexas. Cada aparelho carrega 18 quilos de explosivos e funciona como uma bomba guiada de alta precisão.
Os drones têm coordenação autônoma, o que permite a adoção de táticas de “enxame”. Várias unidades podem voar juntas e se reagrupar caso parte delas seja atingida, ampliando a capacidade ofensiva e dificultando a interceptação por sistemas de defesa.
Tecnologia adota tática de 'enxame'
Divulgação / Exército dos EUA
O LUCAS pode ser lançado por catapultas, plataformas móveis instaladas em veículos ou sistemas de decolagem assistida por foguete, o que amplia seu uso em diferentes cenários de combate. O modelo é baseado no conceito dos chamados “drones suicidas”, utilizados pelo regime iraniano. Eles são disparados em direção a uma área específica, permanecem sobrevoando o local até identificar um alvo e, então, mergulham para o ataque final.
