Atriz de 'The Boys', Erin Moriarty relata batalha contra a Doença de Graves: ‘A morte parecia menos aterrorizante do que viver naquele estado’
Conhecida por interpretar a super-heroína Starlight em “The Boys”, Erin Moriarty compartilhou um relato pessoal sobre sua saúde em um artigo publicado nesta quinta-feira (21) na revista Time. A atriz revelou ter sido diagnosticada com Doença de Graves, condição autoimune que provoca hipertireoidismo, após anos convivendo com sintomas intensos e passando por avaliações médicas que, segundo ela, minimizaram suas queixas e apontaram diagnósticos equivocados.
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O quadro teria começado quando Erin tinha 29 anos, em setembro de 2023, e piorado de forma acentuada durante as gravações da temporada mais recente de “The Boys”, no ano passado. O que parecia apenas exaustão extrema evoluiu para episódios de sono prolongado (chegando a cerca de 20 horas seguidas nos fins de semana), além de dormência nos membros, palpitações e um declínio cognitivo que afetou a memória de curto prazo.
Antes do diagnóstico correto, médicos teriam sugerido hipóteses que iam de depressão clínica e burnout a parasitas intestinais. No texto, a atriz afirma que o viés de gênero na medicina foi um dos principais entraves, descrevendo a sensação de não ser levada a sério mesmo quando os sintomas se agravavam.
O sofrimento físico coincidiu com uma fase de alta exposição profissional. Enquanto a personagem simbolizava força e resiliência na tela, Erin diz ter enfrentado, nos bastidores, a deterioração do corpo e da saúde mental — e também o peso do julgamento público, com especulações e comentários na internet sobre sinais visíveis do que vivia.
A confirmação do diagnóstico veio em maio de 2025, após um endocrinologista avisá-la com urgência por e-mail de que finalmente havia uma explicação e que ela poderia ser tratada. Um exame de anticorpos confirmou a Doença de Graves. Ainda assim, o início do tratamento, segundo ela, fez emergir o trauma acumulado ao longo do período de incerteza e piora progressiva.
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Em agosto de 2025, alguns meses depois de começar a tratar a tireoide, Erin foi hospitalizada por uma crise grave de saúde mental. No artigo, ela enfatiza que os efeitos psicológicos não foram “colaterais”, mas parte do impacto sistêmico da disfunção hormonal e neurológica que enfrentou, descrevendo um longo intervalo em que estava presente fisicamente, porém “inacessível” do ponto de vista emocional e cognitivo.
Hoje, aproximadamente um ano após o início do tratamento, a atriz relata estar em recuperação — que descreve como não linear — e diz ter decidido tornar a história pública para alertar especialmente outras mulheres sobre a importância de insistir por investigação adequada, sem normalizar dor e exaustão como sinônimo de força.
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