Atraso em repasse do estado prejudicou fornecimento de medicamentos no SUS, afirma Daniel Soranz

 

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A reportagem CBN esteve presente no Centro Municipal de Saúde João Barros Barreto, em Copacabana, Zona Sul do Rio, para verificar de perto denúncias de problemas com o elevador da unidade. Após a reportagem, vários ouvintes reportaram problemas em outras clínicas municipais distribuídas por vários pontos da cidade.

Em entrevista ao CBN Rio, o Secretário Municipal de Saúde Daniel Soranz falou sobre os relatos de elevadores sem funcionar, atendimento ruim e falta de medicamentos. Ele explicou que no CMS de Copacabana, uma peça do elevador ficou ruim, uma nova foi encomendada mas o reparo não foi o suficiente. Por isso, será necessário abrir licitação para a compra de novos elevadores e não há prazo para retorno das atividades.

"Enquanto isso, os pacientes que precisem ser atendidos e têm dificuldade de locomoção, vão ser atendidos no primeiro andar, no andar térreo do CMS João Barros Barreto. Infelizmente não vai ser possível recuperar esse elevador e vai ser necessária uma licitação, que a gente espera que ocorra nos próximos meses".

O secretário explicou que o CMS de Oswaldo Cruz passa pelos mesmos problemas com a ausência de elevadores em funcionamento, e que a secretaria já substituiu mais de 22 elevadores em vários hospitais do município. Sobre a falta de médicos e demora no atendimento, Soranz atribuiu o problema ao fato de quatro médicos terem deixado recentemente o atendimento na unidade de Copacabana. Outros quatro médicos já foram contratados para repor as ausência.

Ele também explica que insulina e as agulhas de aplicação tiveram um abastecimento escasso por parte do Ministério da Saúde por conta de uma compra internacional que não teria ocorrido 'de maneira adequada', e que por isso houve um racionamento do medicamento.

"A gente precisou racionar, mas não chegou a faltar completamente. Quem precisar de insulina, a sua unidade básica vai disponibilizar, mas numa quantidade menor do que vinha disponibilizando anteriormente, mas elas estão presentes. Outros medicamentos que a gente também tinha problema de abastecimento já chegaram no nosso estoque central e, até o dia 30, todas as unidades estarão abastecidas de todos os medicamentos na rede. Infelizmente a gente também teve um problema de atraso de repasses do governo do estado que prejudicou o fornecimento de alguns medicamentos, mas felizmente isso já está solucionado agora nesse mês de março".

Ouça a entrevista completa: