O ator RJ Mitte, que morreu aos 34 anos nesta segunda-feira (12), ficou famoso ao integrar o elenco de "Breaking Bad", porém, perdeu todo o dinheiro feito pelo trabalho na série. Em entrevista a um podcast em novembro de 2025, ele acusou sua empresária da época de desviar os ganhos pela produção. Mitte ainda era menor de idade. Do Globoplay: Com Leandra Leal cotada para o elenco, série sobre a Daslu já tem data para sair do papel História real: Marjorie Estiano fará filme sobre foto polêmica de menino brasileiro publicada em revista americana — Eu paguei mais em impostos do que eu ganhei com Breaking Bad" — contou ele ao The Iced Coffee Hour. O intérprete de Walter White Jr. na série contou que levou mais de 10 anos para quitar a dívida com a Internal Revenue Service (IRS), a Receita Federal dos Estados Unidos: — Em vez de ela usar o dinheiro para pagar meus impostos, ela me enviava uma declaração de imposto de renda falsa e ficava com o dinheiro. Cinco anos depois, com juros compostos de uns 17% sobre o valor total a cada ano, você recebe uma bela de uma dívida.
Ele contou ainda que foi apenas uma das vítimas da empresária, que teria pelo menos 14 outros atores mirins como clientes: — Ela ia atrás justamente de pessoas sem estrutura financeira para encarar anos de processos e auditorias forenses, que custariam milhões. O falecimento do ator americano foi divulgado nesta segunda-feira (12), mas a causa da morte não foi revelada. Mitte tinha paralisia cerebral e também era filantropo e ativista pelos direitos das pessoas com deficiência. Ele deixou a noiva, Kennedy Suarez, a quem havia pedido em casamento há um ano. Mitte ainda era adolescente quando estreou em “Breaking Bad”, em 2008, no papel do filho de Walter White, professor de química que se transforma em líder de um império do narcotráfico. A série foi exibida por cinco temporadas, entre 2008 e 2013, e se tornou uma das produções televisivas mais aclamadas de sua época. Ele também participou das séries “Guardiões da Justiça” e “Switched”, além dos filmes “Os Escolhidos” e “The Oak Room”.
O Globo