Atleta de Guaratiba representa o Brasil no Pan de Jiu-Jitsu, nos EUA

 

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Aos 27 anos, o faixa-preta Rodrigo Silvares, conhecido como “Máscara”, vive um dos momentos mais importantes da carreira. Natural de Ilha de Guaratiba, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, o atleta disputará o Campeonato Pan-Americano de Jiu-Jitsu da IBJJF, entre os dias 25 e 29 de março, na Flórida, nos Estados Unidos. Representando a equipe Nova União, sob orientação do coach Oswaldo Jurema, ele entra em ação no dia 28, na categoria meio-pesado, com o objetivo de se firmar entre a elite da modalidade.

A trajetória de Máscara no esporte começou cedo, aos 14 anos, dentro de um projeto social comandado pelo professor Jefferson Rocha, figura fundamental em sua formação dentro e fora dos tatames.

“O Pan-Americano é o palco onde você mostra se realmente está entre os melhores do mundo. Meu objetivo é sair daqui com a certeza de que posso competir de igual para igual com qualquer atleta. Competir com os melhores é a única forma de se tornar um deles", afirmou o lutador.

Atualmente treinando na FitClub, Rodrigo mantém o vínculo competitivo com a Nova União, reforçando suas raízes na equipe que o acompanha ao longo da carreira. Para o desafio internacional, ele apostou em uma preparação focada na consistência e no aperfeiçoamento do próprio jogo.

“Em um campeonato como o Pan, todo mundo é duro. Então, mais do que inventar algo novo, tenho focado em afiar o que realmente é o meu jogo. Estamos trabalhando muito repetição, ritmo e tomada de decisão durante a luta. A ideia é chegar lá com a cabeça tranquila, confiante no que foi feito e pronto para impor meu jiu-jitsu em qualquer situação", explicou.

Apesar da expectativa em torno do seu desempenho, Máscara evita rótulos e prefere manter o foco no processo.

“Eu não me preocupo muito com esse rótulo de favorito. Meu foco é chegar preparado e impor o meu jogo. No alto nível, quando você confia no trabalho que fez, qualquer luta pode virar uma grande oportunidade", destacou.

A estreia no Pan-Americano como faixa-preta traz uma mistura de ansiedade e motivação, sentimentos que o atleta encara com naturalidade.

“Estou animado de competir no Pan na faixa-preta. Sempre rola aquela tensão, mas na hora da luta ela desaparece. O que importa é estar presente, curtir o momento e confiar no que treinei para fazer o meu melhor na luta", concluiu.