AtlasIntel: Eleitor pode mudar de voto nas horas finais e surpreender pesquisas, diz diretor

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Fonte da notícia: Notícias Veja Notícias Veja

O eleitor ainda pode mudar de opinião nas horas que antecedem a votação e produzir movimentos que não sejam captados pelas pesquisas, segundo Yuri Sanches, diretor de análise política da AtlasIntel. Em entrevista ao programa Ponto de Vista, de VEJA, ele afirmou que o eleitor pode alterar sua escolha depois que termina o período de coleta dos levantamentos — e que essa possibilidade ganha importância em uma disputa marcada por uma margem estreita. (Este texto é um trecho do vídeo acima)

“Ele pode mudar depois que o campo das pesquisas terminarem a sua coleta”, disse Sanches. Segundo ele, a decisão pode ocorrer “no dia anterior ou até mesmo horas antes do eleitor depositar o seu voto”. Para o diretor da AtlasIntel, esse comportamento foi observado ao longo do ciclo eleitoral e ajuda a explicar a dificuldade de antecipar a decisão de uma parcela do eleitorado. O que pode pesar na decisão? Sanches avaliou que os acontecimentos da reta final, entre eles a disputa em torno da abertura de sigilos e outras notícias envolvendo os candidatos e pessoas próximas a eles, podem entrar no cálculo do eleitor indeciso e também ser captados pelos próximos levantamentos.

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Na avaliação dele, porém, a sucessão de denúncias, vazamentos e casos de investigação pode ter efeito limitado sobre a escolha. “O eleitor até aqui já chega bastante cansado e bastante anestesiado”, afirmou. Por isso, Sanches disse ter dúvidas sobre se episódios desse tipo vão efetivamente decidir o voto ou simplesmente afastar parte do eleitor da urna. As propostas apresentadas pelos candidatos também podem produzir efeitos distintos. Sanches citou medidas anunciadas pelo governo Lula e afirmou que algumas tiveram avaliação positiva relevante, mas também enfrentaram resistência de eleitores que as associam ao caráter eleitoreiro ou à responsabilidade fiscal. Segundo ele, esse é um dos desafios para o governo na reta final: convencer o eleitor de que as medidas representam uma ação voltada à população, e não apenas uma decisão relacionada ao calendário eleitoral.

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Por que o eleitor de última hora importa? Para Sanches, uma parcela pequena do eleitorado pode ser decisiva porque ainda não está totalmente convencida sobre seu voto. Ele citou eleitores que apoiaram candidatos de terceira via ou se abstiveram e que continuam sem uma decisão consolidada. Um dos exemplos mencionados foi Renan Santos, que Sanches classificou como um eleitor “chave” para a eleição. Segundo o diretor da AtlasIntel, esse grupo apresenta uma aversão a Lula que, em sua avaliação, é maior do que a rejeição a Flávio Bolsonaro. Ataques feitos por integrantes da campanha de Flávio, especialmente Pablo Marçal, contra Santos e sua militância poderiam, segundo ele, produzir uma mudança nesse comportamento.

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“Isso pode fazer com que um eleitor que estaria completamente alheio a entregar um voto ao presidente Lula, ele considere agora como uma punição a Flávio Bolsonaro e não como um endosso à candidatura de Lula”, afirmou. Sanches ressaltou, por fim, que pesquisas tentam captar essas mudanças, mas não conseguem eliminar completamente o fator comportamental. “Como somos todos humanos, essa variação ela pode sim acontecer”, disse. Para ele, a possibilidade de alteração de opinião em um intervalo muito curto permanece como um dos elementos a serem considerados na reta final da disputa.

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VEJA+IA: Este texto resume um trecho do programa audiovisual Ponto de Vista (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.

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