Atirador é morto e homens armados são detidos após confronto com a polícia em frente a Consulado de Israel em Istambul

 

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Um atirador morreu e outros dois foram detidos pela polícia da Turquia após uma troca de tiros em frente ao Consulado de Israel em Istambul nesta terça-feira, anunciaram autoridades do governo turco, afirmando que uma investigação foi aberta para apurar o caso. O Ministério das Relações Exteriores israelense afirmou que nenhum funcionário estava no posto diplomático no momento do incidente e anunciou uma revisão própria sobre os fatos para esclarecer se houve uma tentativa de ataque contra a instalação.

O ministro do Interior turco, Mustafá Ciftçi, afirmou que três homens armados e vestidos com roupas camufladas chegaram até o local em um carro alugado na província vizinha de Izmit, no noroeste do país. As identidades dos atiradores já teria sido confirmada, ainda de acordo com o ministro, que confirmou que os homens teriam histórico criminal.

"Um deles possui ligações com uma organização que explora a religião; e também foi apurado que um dos dois terroristas [detidos], que são irmãos, tem antecedentes criminais por drogas", escreveu Ciftçi em um comunicado.

A mídia turca informou que os três homens chegaram ao prédio no distrito comercial de Levent, em Istambul, por volta das 12h15 (06h15 em Brasília). O Consulado de Israel fica no 7º andar do prédio. Vídeos gravados no local do confronto mostram vários tiros sendo disparados. Dois policiais turcos ficaram feridos, mas autoridades confirmaram que eles não estão em estado grave.

Uma fonte consultada pela agência de notícias AFP afirmou que nenhum diplomata israelense está em solo turco desde o atentado terrorista lançado pelo Hamas, em 7 de outubro de 2023, por razões de segurança. Missões diplomáticas israelenses foram esvaziadas "não apenas na Turquia", mas em toda a região por razões de segurança, segundo a fonte.

O Ministro da Justiça turco, Akin Gürlek, anunciou que uma investigação foi aberta para identificar a real intenção dos autores. O país convive com suas próprias tensões internas, incluindo ações de grupos terroristas.

Em dezembro, um confronto na província de Yalova, ao sul de Istambul, deixou nove mortos, incluindo três policiais e seis suspeitos fortemente armados, acusados ​​de pertencerem ao Estado Islâmico (ISIS). As autoridades anunciaram pouco depois a prisão de 125 pessoas suspeitas de ligação com jihadistas do ISIS. (Com AFP)