O ex-jogador Athirson contou detalhes da convivência com Carlo Ancelotti durante sua passagem pela Juventus, no início dos anos 2000. Em entrevista ao Basticast, o ex-lateral do Flamengo descreveu o treinador italiano, atualmente comandante da seleção brasileira, como uma pessoa tranquila e avessa a dar broncas nos seus atletas.
Segundo Athirson, a cobrança mais dura ficava a cargo de um dirigente do clube, que entrava no vestiário para chamar a atenção dos jogadores. — É da característica dele.
O (Luciano) Moggi, CEO da época, entrou no vestiário brigando com Zidane de forma excessiva, e fiquei pensando: "cadê o treinador?" A gestão dele é mais passiva — disse. A passagem pela Juventus também foi marcada pela insatisfação de Athirson com o posicionamento em campo.
Ele contou que Ancelotti o utilizava no meio-campo, muitas vezes na função de Zinedine Zidane, mas que sua preferência era atuar ao lado do francês, e não ocupar o lugar dele. Athirson também avalia a presença de Ancelotti na seleção.
Para ele, o técnico já teve tempo para apresentar uma equipe capaz de conquistar o torcedor. Apesar dos elogios ao italiano, acredita que a cobrança seria maior se o comandante fosse brasileiro.
—Acho ele um baita treinador, mas está na hora, porque se fosse um brasileiro, todo mundo estaria cobrando, a própria imprensa — disse.
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