Ataques iranianos causaram mais destruição do que os EUA revelaram, diz jornal

 

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Os ataques aéreos iranianos contra bases militares americanas no Oriente Médio durante o conflito danificaram ou destruíram pelo menos 228 instalações ou equipamentos. Foram atingidos hangares, quartéis, depósitos de combustível, aeronaves, sistemas de radar e sistemas de defesa aérea.

Essa informação está em uma análise publicada nesta quarta-feira (6), através de imagens de satélite, feita pelo jornal The Washington Post.

Segundo o veículo, com a análise, é possível dizer que a extensão dos danos foi 'muito maior' que o admitido pelos EUA publicamente.

A investigação baseia-se em mais de 100 imagens de satélite de alta resolução divulgadas por fontes iranianas, das quais 109 foram verificadas tabém com dados do sistema europeu Copernicus e, quando disponíveis, com imagens comerciais.

Dezenove imagens foram excluídas por falta de corroboração, mas não foram encontradas evidências de manipulação. Em uma análise mais aprofundada, os repórteres também identificaram 10 estruturas danificadas não documentadas em materiais iranianos.

Um total de 217 edifícios e 11 sistemas em 15 bases militares americanas na região teriam sido afetados.

O veículo afirma que o acesso a imagens de satélite da região está limitado, com as duas principais operadoras comerciais, Vantor e Planet, atendendo ao pedido do governo dos EUA para adiar ou suspender a divulgação de imagens da região durante o conflito, dificultando a avaliação do impacto dos contra-ataques iranianos.

Trump afirma que ainda é 'cedo demais' para assinatura de acordo de paz com Irã

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em declaração na Casa Branca.

Anna Moneymaker / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que está 'cedo demais' para se preparar para negociações de paz presenciais com o Irã e para assinatura de um acordo. A afirmação foi feita ao jornal New York Post nesta quarta-feira (6).

Ela surge horas após relatos do site Axios e da agência Reuters indicarem que Washington e Teerã estavam próximos de um acordo preliminar para encerrar a guerra.

'Acho que não', disse Trump ao jornal quando questionado se deveriam começar os preparativos para uma possível viagem ao Paquistão para uma cerimônia de assinatura de paz.

'Acho que vamos fazer isso – é longe demais. Não, é demais', completou.

Trump já havia declarado que queria viajar ao Paquistão para assinar um acordo formal, em respeito aos esforços do chefe da defesa paquistanesa, Asim Munir, para aproximar Washington e Teerã.

Segundo a imprensa americana, EUA e o Irã estavam se aproximando de um memorando com o objetivo de pôr fim ao conflito que já dura 67 dias.

Trump havia dito anteriormente no Truth Social que o Estreito de Ormuz seria reaberto para toda a navegação se o Irã aceitasse o acordo proposto, alertando que, caso contrário, os bombardeios dos EUA seriam retomados com maior intensidade.