Ataques contra o Irã: quem são os comandantes mortos e quais foram os principais alvos da ofensiva de EUA e Israel; veja infográfico
Os ataques coordenados de Estados Unidos e Israel contra o Irã, iniciados na manhã de sábado, provocaram uma série de desdobramentos nas últimas horas e atingiram o núcleo do poder do regime iraniano. Entre os mortos confirmados por meios de comunicação locais está o chefe dos serviços de inteligência da polícia iraniana, o general Gholamreza Rezaian, segundo informou neste domingo a agência de notícias Fars.
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“O general Gholamreza Rezaian, chefe de inteligência da polícia nacional, morreu em consequência dos ataques inimigos de ontem”, afirmou a agência, citada por outros veículos iranianos.
A ofensiva, segundo as Forças Armadas israelenses, teve como alvo centenas de instalações militares e lideranças do regime. Entre os nomes mencionados está o líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, cuja morte foi confirmada após os bombardeios. O presidente do país, Masoud Pezeshkian, também estava entre os alvos, mas autoridades iranianas afirmam que ele não foi atingido.
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O presidente americano, Donald Trump, declarou em sua rede social, Truth Social, que Khamenei morreu durante a operação. “Khamenei, uma das pessoas mais perversas da história, está morto”, escreveu. O republicano afirmou ainda que a ação foi conduzida em estreita cooperação com Israel.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse que a ofensiva eliminou “altos responsáveis do regime” e integrantes do programa nuclear iraniano. Segundo a emissora israelense Channel 12, cerca de 30 autoridades e comandantes militares estariam entre os alvos.
Comandantes e autoridades atingidos
Infográfico mostra o alta escalão iraniano e os membros mortos nos ataques
Arte GLOBO
De acordo com o porta-voz militar de Israel, brigadeiro-general Effie Defrin, diversas figuras-chave do regime foram mortas. Entre elas estariam o ministro da Defesa do Irã, Amir Nasirzadeh; o comandante da Guarda Revolucionária, Mohammed Pakpour; e Ali Shamkhani, assessor próximo de Khamenei.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, confirmou à NBC News a morte de “alguns comandantes”, mas não detalhou quem foram as vítimas nem apresentou um balanço oficial de mortos.
Relatos da imprensa israelense indicam ainda que outras figuras influentes estavam entre os alvos, como o chefe do Exército iraniano, Sayyid Abdolrahim Mousavi, e Ali Larijani, apontado como um dos possíveis sucessores de Khamenei e secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional.
Também teriam sido visados Esmail Qaani, comandante da Força Quds da Guarda Revolucionária, e Majid Mousavi, responsável pela Força Aérea da corporação e pela supervisão de ataques com mísseis balísticos.
Infraestruturas militares e centros de poder
Segundo o Exército israelense, cerca de 500 alvos foram atingidos em todo o país, incluindo sedes governamentais e instalações militares. O porta-voz do Crescente Vermelho iraniano, Mojtaba Khaledi, afirmou que 20 das 31 províncias do país foram afetadas.
Entre as cidades atingidas estão Teerã, Tabriz e Isfahã — onde se localiza uma das principais instalações do programa nuclear iraniano.
Um dos principais alvos foi o complexo residencial oficial de Khamenei, na capital. Imagens de satélite mostram edifícios destruídos e danos estruturais significativos. Segundo a mídia israelense, o local teria sido atingido por cerca de 30 bombas.
Outro alvo confirmado foi a sede presidencial do Irã, também em Teerã. De acordo com o governo iraniano, o presidente Masoud Pezeshkian não foi ferido.
Vídeos verificados pelo jornal The New York Times mostram explosões em uma área que abriga o palácio presidencial e o Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, além de prédios estratégicos do governo. Um outro registro mostra um ataque nas proximidades do Ministério da Inteligência.
No oeste do país, uma instalação usada pela Unidade de Mísseis Superfície-Superfície em Tabriz também foi atingida, segundo o Exército israelense, que afirma que o local seria utilizado para lançar ataques contra civis em Israel.
Outro alvo citado pelas forças israelenses foi um sistema avançado de defesa aérea SA-65 na região de Kermanshah. Já na noite de sábado, Israel chegou a emitir um alerta para moradores de uma área industrial de Isfahã, informando que infraestruturas militares seriam atacadas na região.
Os bombardeios marcam uma das maiores ofensivas já realizadas contra o Irã e ampliam a tensão no Oriente Médio, após atingirem diretamente a cúpula política e militar da República Islâmica.
