Ataques ao Irã: França, Alemanha e Reino Unido preparam 'ações defensivas' para proteger aliados, diz comunicado conjunto

 

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França, Alemanha e Reino Unido declararam neste domingo que estão prontos para adotar “ações defensivas necessárias e proporcionadas” diante da resposta iraniana aos ataques conduzidos por Israel e Estados Unidos. Em comunicado conjunto, o grupo E3 afirmou que poderá agir para “destruir na origem” capacidades militares de Teerã, incluindo lançamentos de mísseis e drones.

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Os líderes europeus classificaram como “cegos e desproporcionados” os ataques iranianos contra países vizinhos e contra Israel — onde ao menos nove pessoas morreram, segundo serviços de emergência. O texto afirma que as ofensivas ameaçam aliados e pessoal militar e civil na região, e que eventuais medidas serão coordenadas com Washington.

O Reino Unido anunciou ainda a elaboração de um plano de evacuação em massa para cidadãos retidos no Golfo devido à suspensão de voos. Autoridades orientam britânicos em Israel, Palestina, Emirados Árabes, Bahrein e Catar a registrarem presença online e seguirem instruções oficiais. Estima-se que o número de nacionais na região ultrapasse centenas de milhares.

Diante das tensões, a França exigiu que o porta-aviões Charles de Gaulle e seu grupo naval, que estão no Mar Báltico, se dirigissem para o leste do Mar Mediterrâneo, afirmou a rede BFMTV.

Em meio à escalada, Washington confirmou as primeiras mortes de soldados americanos na operação contra o Irã. O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, afirmou que Teerã não estabelece “nenhum limite” ao seu direito de defesa, classificando a ação dos EUA como “ato de agressão”.

Veja o comunicado na íntegra:

"A França, a Alemanha e o Reino Unido têm instado consistentemente o regime iraniano a pôr fim ao programa nuclear do Irã, a restringir seu programa de mísseis balísticos, a se abster de suas atividades desestabilizadoras na região e em nossos territórios, e a cessar a terrível violência e repressão contra seu próprio povo.

Não participamos desses ataques, mas estamos em contato próximo com nossos parceiros internacionais, incluindo os Estados Unidos, Israel e parceiros na região. Reiteramos nosso compromisso com a estabilidade regional e com a proteção da vida civil.

Condenamos veementemente os ataques iranianos contra países da região. O Irã deve abster-se de ataques militares indiscriminados. Apelamos à retomada das negociações e instamos a liderança iraniana a buscar uma solução negociada. Em última análise, o povo iraniano deve ter a liberdade de determinar seu próprio futuro".