Astronautas da Apollo 11 descreveram fenômenos 'incomuns' durante viagem para a Lua, mostram documentos sobre óvnis

 

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Na manhã desta sexta-feira, dia 8, o Departamento de Guerra dos Estados Unidos publicou documentos federais do governo americano sobre os famosos OVNIS (óvnis, objetos voadores não identificados), que foram rebatizados de UAPs (fenômenos anômalos não identificados).

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Entre os mais de cem documentos publicados, está o relatório técnico de missão da Apollo 11, em que Buzz Aldrin, Neil Armstrong e Michael Collins relatam terem visto um objeto “como um livro aberto” e luzes piscantes entrando e saindo da cápsula da espaçonave.

Objeto extraterrestre ou parte da espaçonave?

Buzz Aldrin é o que mais aparece no relatório. O segundo homem a pisar na Lua relata três observações que, segundo ele, foram “incomuns”: “Estavamos à um dia de distância, ou algo próximo disso, da Lua. Tinha um tamanho considerável, então colocamos o monóculo sobre ele”, diz o astronauta sobre o objeto.

Primeiro, os astronautas acreditavam estar vendo um dos estágios do Saturn V, foguete que levou os homens à lua, chamado de S-IVB: “Estávamos vendo todo tipo de objeto pequeno passando pelos vários lixões e, de repente, vimos esse objeto mais brilhante passando. Não conseguimos pensar em mais nada”, diz Aldrin.

Armstrong, então, comenta que, vendo pelo monóculo, o objeto parecia uma “mala aberta”, complementando Aldrin, que via um objeto “em L”.

Os astronautas, agora utilizando equipamento ópticos da Apollo 11, começam a descrever melhor o objeto: “Vimos o que parecia um cilindro”, diz Aldrin. “Ou, na verdade, dois anéis”, complementa Armstrong.

Astronauta Buzz Aldrin conduzindo um experimento na superfície lunar em 21 de julho de 1969, durante a missão espacial Apollo 11

AFP

Collins — que não chegou a pisar na Lua — afirma: “Parecia um cilindro oco para mim. Era possível ver aquela coisa girando e, quando parava de frente, dava para ver bem lá dentro. Era um cilindro oco. Mas aí você podia mudar o foco do sextante e ele era substituído por essa forma de livro aberto. Era muito estranho”.

“Eu acho que não tem muito mais o que dizer além de que não era um cilindro”, comenta Aldrin.

Os astronautas continuam a falar sobre o objeto, criando teorias de que poderia ser uma parte da espaçonave que se desprendeu. Aldrin afirma não ter tanta certeza, mas Collins acredita, sim, que o objeto era, provavelmente, uma antena da Apollo 11 que se soltou.

Astronautas relataram ter visto objeto "em forma de L"

Reprodução

Flashes plasmoides dentro da Apollo 11

Aldrin continua seu relato, agora com observações feitas ao longo de vários dias.

Na segunda noite, diz, enquanto tentava dormir — com todas as luzes apagadas — ele teria visto: “pequenos flashes de luz dentro da cabine, espaçados por alguns minutos”.

Em outra ocasião, ele diz: “Dediquei mais tempo a investigar o que poderia ter sido. Foi então que pude observar, em duas ocasiões diferentes, que em vez de um único clarão, via clarões duplos, separados por cerca de trinta centímetros”.

Ele acredita que era algum tipo de “penetração”: um “laser” que penetrava na espaçonave, causando uma emissão de luz: “Às vezes, era apenas um flash entrando. Possivelmente, a saída ocorria de uma parte completamente diferente da cabine, fora do campo de visão”.

Aldrin afirma que, num primeiro momento, acreditar ser eletricidade estática — a mesma que conseguia fazer quando passava a mão na corda de restrição do sono, mas que, na verdade, eram completamente diferentes.

Então, ele e Armstrong começam a dizer que, talvez, fosse parte da luz vindo do Sol, uma vez que, mesmo fechadas, as persianas permitiam a passagem de pequenos feixes de luz, ou alguma partícula solar: “Era realmente uma sensação estranha pensar que algo estava atravessando a cabine em alta velocidade”.

Armstrong termina o relatório afirmando que, talvez, fosse como Aldrin diz: “Um nêutron ou algum tipo de partícula atômica que estaria no espectro visível”.