Associações repudiam ataques racistas sofridos por juízes em evento virtual

 

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A Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) e a Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) divulgaram neste domingo (22) notas de repúdio contra os ataques racistas sofridos por dois juízes durante um evento virtual.

Os alvos das ofensas foram o conselheiro do CNJ, Fábio Francisco Esteves, e a juíza auxiliar da presidência do Supremo Tribunal Federal, Franciele Pereira do Nascimento.

A AMB prestou solidariedade aos magistrados e afirmou que vai atuar para auxiliar na apuração rigorosa do caso e na punição dos envolvidos. A Ajufe classificou o episódio como uma "grave afronta à ordem jurídica" e cobrou a identificação dos responsáveis.

Antes, o STF e o CNJ já haviam divulgado uma nota conjunta classificando os ataques como intoleráveis. As ofensas aconteceram durante a transmissão dos programas "Paraná Lilás" e "Brasil Lilás", voltados ao debate de políticas públicas.

Segundo o Supremo, os comentários criminosos foram bloqueados e preservados. O tribunal e o conselho acionaram a polícia de Loanda, no Paraná, e pediram a quebra de sigilo de dados dos provedores de internet para identificar rapidamente os autores.

O crime de racismo é inafiançável e imprescritível no Brasil.