Associação de windsurfe é alvo de ação da PF contra danos ambientais e ocupação irregular na orla da Barra

 

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Uma guarderia de equipamentos foi alvo de uma ação da Polícia Federal que busca reprimir crimes ambientais relacionados à destruição de vegetação nativa, ocupação irregular e realização de obras sem a devida licença na orla da Barra da Tijuca, que integra uma Área de Proteção Ambiental da União. A área, que fica na Praia do Pepê, é mantida pelas associações Brasileira de Windsurfe, Brasileira de Wing e Carioca de Windsurfe.

Na operação, batizada de Orla Livre, policiais federais cumpriram um mandado de busca e apreensão na residência do responsável pelo espaço, localizada na Barra da Tijuca. A investigação foi iniciada a pedido do Ministério Público Federal (MPF) após uma Ação Civil Pública que visa reprimir as intervenções ilegais na Praia do Pepê ser protocolada no órgão.

De acordo com a PF, as apurações identificaram danos ambientais causados pela construção da sede de uma organização esportiva e recreativa na Praia do Pepê, com ocupação irregular de bem da União, supressão de vegetação nativa de restinga, introdução de vegetação exótica, prejuízo à fauna local e ausência de licenciamento ambiental.

"A operação desta quarta-feira integra um conjunto de ações em âmbito federal que visam reprimir intervenções ilegais na orla do Rio de Janeiro, as quais resultam em ocupação irregular de áreas públicas e crimes ambientais. Assim, o nome da operação, “Orla Livre”, faz referência ao seu próprio objetivo: reprimir crimes ambientais, retirar ocupações irregulares e devolver a praia para o uso público", disse a PF.

Os investigados poderão responder pelos crimes de lavagem de dinheiro, falsidade ideológica, sonegação fiscal e organização criminosa, sem prejuízo de eventuais outros delitos que possam ser revelados no decorrer das apurações.

A guarderia

A obra da guarderia, situada no Posto 2 da Barra da Tijuca, enfrentou resistência de moradores e entidades de defesa do meio ambiente, que acionaram o Ministério Público Federal contra a intervenção. O órgão chegou a obter decisões liminares da Justiça determinando a paralisação das obras. Mesmo com as interrupções, a construção foi concluída e inaugurada em abril de 2024.

O espaço foi instalada no subsolo do calçadão, na altura do número 1.360 da Avenida do Pepê. A área de 280 metros quadrados conta com 300 vagas para pranchas e outros apetrechos de esportes como windsurfe, wing foil, surfe e stand-up paddle, além de um ambiente de convivência com mesas de madeira e assentos acolchoados, banheiro equipado com chuveiro, cozinha e escritório.