As eleições gerais de 2026 terminaram com apenas três mulheres eleitas para chefiar os executivos dos 27 estados, número que, apesar de pequeno, iguala um recorde na história da democracia brasileira. Isso só havia acontecido antes em 2006, há vinte anos, quando as urnas também escolheram o nome de três mulheres para chefiarem os estados.
No pleito deste ano, foram eleitas: Mailza Assis (PP): reeleita governadora do Acre (segundo turno);
Celina Leão (PP): reeleita governadora do Distrito Federal (segundo turno); e Raquel Lyra (PSD): reeleita governadora de Pernambuco (primeiro turno).
Celina Leão era vice de Ibaneis Rocha (MDB), que deixou o cargo para se candidatar ao Senado, mas desistiu em meio a investigações da Polícia Federal sobre o seu relacionamento com o Banco Master. Continua após a publicidade
Raquel Lyra foi eleita em 2022 pelo PSDB, seu partido na época. Naquele ano, foram eleitas apenas ela e outra mulher, Fátima Bezerra (PT), conduzida a um segundo mandato como governadora do Rio Grande do Norte.
O momento em que o Brasil mais teve mulheres governando estados foi em abril deste ano, após a janela partidária, quando vários políticos renunciaram a cargos e trocaram de partido, de olho nas eleições em outubro. Nesse momento, o Brasil teve cinco governadoras simultaneamente.
Continua após a publicidade Na época, havia Raquel Lyra em Pernambuco, Mailza Assis no Acre (ela era vice de Gladson Camelli, do PP, que saiu para concorrer ao Senado e teve o registro de candidatura cassado), Celina Leão no Distrito Federal, Fátima Bezerra no Rio Grande do Norte e Hana Ghassan no Pará (que era vice de Helder Barbalho, do MDB, que deixou o cargo para ser ministro do governo Lula e foi eleito este ano para ocupar uma das vagas ao Senado no estado).
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