As campeãs em garra, emoção e visual: ranking tem Viradouro, Beija-Flor, Imperatriz e Vila entre favoritas; veja lista

 

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Passadas as três noites de desfiles do Grupo Especial, as 12 escolas terão algumas horas de espera até o locutor Jorge Perlingeiro abrir os envelopes, durante a apuração, e começar a ler as notas que os 54 jurados deram. E a tarefa vai ser árdua: 2026 foi um ano de desfiles marcantes na Sapucaí.

Neste ano, além de avaliar os desfiles, os comentaristas especializados do GLOBO — Leonardo Bruno, Bernardo Araujo, Aydano André Motta, Rafael Galdo e Pedro Willemsdorf — tiveram a difícil tarefa de julgar a garra, a emoção e o visual das agremiações. A cada apresentação, eles deram notas de 1 a 5, representadas por pandeiros.

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Na terceira e última noite, o desfile da Vila Isabel, com enredo em homenagem a Heitor dos Prazeres, foi o principal destaque. Mas, na avaliação desse time nota 10, Imperatriz, Viradouro e Beija-Flor também foram arrebatadoras na Avenida.

Todas as notas de nossos especialistas foram justificadas e argumentadas em tempo real aqui no site do GLOBO. Abaixo, você pode conferir a classificação geral, de acordo com a soma de pandeiros recebidos por cada escola, e alguns dos argumentos deles para as seis primeiras colocadas no ranking.

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Em primeiro lugar aparece a Unidos do Viradouro com 25 pandeiros. Para Rafael Galdo, a Viradouro apresentou um desfile lendário e cheio de emoção. "As lágrimas nos olhos do público e os aplausos que viraram gritos de 'É campeã!' eram só os reflexos mais visíveis de toda a emoção que tomou a Sapucaí. [...] Histórico! Briga pelo título. E se não ganhar, não importa, nunca sairá da memória do sambista", escreveu.

Em segundo lugar aparece a Beija-Flor de Nilópolis, que conquistou 23 pandeiros de garra, 19 de emoção e 25 de visual. Bernardo Araujo escreveu que a escola nilopolitana confirma a vocação para conquistar o bicampeonato: "Suntuosa em seu habitat natural, a escola de Nilópolis fez um desfile sem defeitos (embora sem muita ousadia) ao mostrar as diferentes nações do candomblé", declarou.

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No terceiro lugar, a Imperatriz Leopoldinense conquistou 22 garra, 19 emoção e 22 visual. De acordo com Aydano André Motta, a agremiação cativou a plateia mesmo com um samba complexo ao falar de Ney Matogrosso: "O espetacular chão de Ramos topou o desafio e cantou como se amanhã não houvesse. Guiada pela excelência do cantor Pitty de Menezes e da bateria do mestre Lolo", argumentou.

Na quarta posição aparece a Unidos de Vila Isabel com 22 pandeiros em garra, 21 em emoção e 25 em visual. Segundo Pedro Wiilemsdorf, a dupla de carnavalescos Leonardo Bora e Gabriel Haddad renovaram os votos de casamento com o talento e a sensibilidade artística: "Alegorias e fantasias dialogando não somente em termos cromáticos, mas também em materiais. Fora um trabalho de estampas louvável", escreveu.

Em quinto lugar, a Mangueira, que conquistou 20 em garra, 13 em emoção e 23 no visual. Segundo o especialista Leonardo Bruno, a escola trouxe um visual criativo, com destaque para o abre-alas da agremiação: "Apesar da empolgação da escola, o público respondeu pouco. Destaque para o desempenho do puxador Dowglas Diniz, em sua estreia como cantor solo da escola." escreveu.

Em sexto lugar vem o Salgueiro, com 19 pandeiros em garra, 20 em emoção e 23 em visual. Para Galdo, a Sapucaí acordou para receber a agremiação: "O samba, que não era o favorito dos críticos, foi comprado pelo público, muito bem cantado também pelo intérprete Igor Sorriso", comentou.

Ranking de Garra

Ranking de Emoção

Ranking de Visual