Artur Jorge, ex-treinador do Botafogo, relata tensão no Qatar: 'Estamos expostos a tudo, sem poder fazer muito'
Os Estados Unidos recomendaram que cidadãos americanos deixem 14 países do Oriente Médio, entre eles o Qatar. É justamente em Doha que vive o técnico português Artur Jorge, comandante do Al-Rayyan, que descreveu o momento como de “calma aparente”.
Em entrevista à SIC Notícias, o treinador relatou que o clima é de tensão constante, apesar da ausência de confrontos diretos na cidade.
— Há 10 minutos foram interceptados mais uns quantos mísseis aqui no território e isso causa alguma ansiedade, algum nervosismo, porque é uma situação que não controlamos e onde estamos expostos a tudo, sem muito poder fazer — afirmou.
Artur Jorge mora na região central de Doha e conta que, nos primeiros dias, foi possível ver claramente os rastros e explosões no céu.
— Foi visível tudo aquilo que aconteceu nos céus na primeira noite. Agora são mais os estrondos, sem grande contato visual, mas percebemos que alguma coisa está a passar-se porque somos alertados.
Segundo ele, sempre que há movimentação aérea ou interceptações, o governo envia notificações diretas para os celulares da população, recomendando que todos permaneçam em casa.
O impacto no cotidiano é imediato. Os treinos do Al-Rayyan foram suspensos, serviços públicos estão fechados e a circulação diminuiu consideravelmente. Apenas supermercados e estabelecimentos essenciais seguem funcionando.
— O dia a dia é de grande expectativa — resumiu o treinador.
